Obstetra sugere adiar gravidez e vacinar gestantes contra H1N1

Com anos de experiência e especialista em reprodução humana, o médico ginecologista Condesmar Marcondes diz que ainda é muito cedo para apontar certezas sobre o novo coronavírus, mas afirma que as palavras chaves para este momento são planejamento e preve

Planejamento, cuidados, atenção e, se for possível, um adiamento. Essas são algumas das principais recomendações para quem quer, ou está prestes aumentar a família, mas foi pego de surpresa por este período de pandemia e quarentena causadas pelo novo coronavírus. É isso que um obstetra de Santos afirma ser o mais importante para se atentar neste período recheado de incertezas e dúvidas para pais e mães de todo o Brasil.

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Com anos de experiência e especialista em reprodução humana, o médico ginecologista Condesmar Marcondes diz que ainda é muito cedo para apontar certezas sobre o novo coronavírus, mas afirma que as palavras chaves para este momento são planejamento e prevenção.

“Nós temos usado o bom senso, então antes de tudo as pessoas têm que ficar espertas e saber que o inverno está chegando, isso é o mais importante de tudo. Quem realmente causa problemas para uma gestante é o H1N1. Toda mulher deve saber que tem que se vacinar contra o H1N1, incluindo as gestantes, que são prioridade. Vai começar agora nos postos de saúde gratuitamente a vacina”, explica.

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Enfático na prevenção contra o H1N1, Condesmar afirma que todas as gestantes precisam se imunizar o mais rapidamente possível, mas destaca que o coronavírus também necessita ser priorizado mesmo que ainda não se saiba o suficiente sobre a nova patologia.

“O que nós temos até agora do coronavírus, no mundo inteiro, é que não existe transmissão para o feto ou uma consequência para o recém-nascido, também não existe uma consequência documentada durante a amamentação no pós-parto desde que a mãe use máscara, lave as mãos e use álcool gel. Não há transmissão pelo leite”.

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Ele explica que a mulher que já está grávida deve prosseguir com o período de forma tranquila, mas tomando precauções a mais e mantendo em dia os exames já conhecidos do pré-natal.

“Apesar de não haver consequências pros bebês, a gestante é uma pessoa de risco, então tem que se portar como uma mulher de 80 anos. Claro, não engordar demais em casa e utilizar sabão, água, máscara e distanciamento social. E tem que continuar se comunicando com seu obstetra, fazer a maioria das consultas pela internet”

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Codesmar diz, porém, que o momento requer mais racionalidade e pede que as famílias pensem com calma caso estejam tentando ter um filho neste momento, uma vez que a gestante se torna uma pessoa no grupo de risco do coronavírus.

“Uma gestante com o coronavírus pode apresentar problemas pulmonares, que pode, devido à febre, entrar em trabalho de parto prematuro, isso é um alto risco para ela, então, o que nós recomendamos? Se a pessoa está num planejamento de gravidez, que ela postergue um pouco, aguarde um pouco. Não que tenha problemas, mas se ela tiver uma emergência e precisar ir a um hospital cheio de gente, ela pode pegar a doença, então o ideal é que ela use a racionalidade”.

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Atuante no Núcleo Santista de Reprodução Humana, Condesmar afirma que adotou um sistema de marcação de consultas com o objetivo de evitar aglomeração no local.

“A Sociedade Brasileira de Reprodução liberou que a gente faça o tratamento, por exemplo, para pacientes mais velhas. Se eu esperar três ou seis meses para começar um tratamento eu posso perder a chance dessa paciente ter um bebê porque o ovário dela está funcionando pouco, ou porque ela é mais velha, ou porque ela está fazendo tratamento de câncer. Nestes casos o que fazemos? Estamos voltando a funcionar, estamos fazendo a fertilização, fabricando o bebê e guardando os embriões e a transferências estamos programando para junho ou julho, quando acabar o pico dessa pandemia. É o mesmo conselho que estamos dando para as gestantes, aguardem um pouquinho”.