Vírus Nipah na Índia acendeu o alerta da comunidade científica internacional devido à sua alta letalidade / Imagem Gerada por IA/ Google Gemini
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Enquanto o recente surto de vírus Nipah na Índia acendeu o alerta da comunidade científica internacional devido à sua alta letalidade, o cenário para o Brasil é de segurança biográfica e epidemiológica.
O principal motivo para esse otimismo não é apenas o monitoramento das autoridades, mas uma barreira natural geográfica.
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O maior trunfo do Brasil contra o Nipah reside na biologia. O reservatório natural do vírus são os morcegos frugívoros do gênero Pteropus, conhecidos como "raposas voadoras".
Ausência local: Essas espécies habitam predominantemente a Ásia, Oceania e partes da África.
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Impedimento geográfico: Como esses animais não existem em território brasileiro, o ciclo natural de transmissão (animal-humano) é praticamente inexistente por aqui.
Dica do editor: Vírus Nipah: Médico explica como diferenciar sinais graves de uma gripe comum; VÍDEO.
Diferente de vírus respiratórios como o da Gripe ou o SARS-CoV-2, o Nipah não possui uma taxa de transmissibilidade elevada entre humanos. Para que ocorra o contágio de pessoa para pessoa, as evidências apontam para a necessidade de:
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Contato íntimo: Exposição direta a fluidos corporais e secreções.
Ambientes controlados: A maioria dos casos de transmissão secundária ocorre em contextos hospitalares ou de cuidados domésticos muito próximos.
Com base nesses fatores, o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) classificam o risco de uma pandemia global de Nipah como baixo.
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No surto indiano mais recente, os casos ficaram restritos a profissionais de saúde e contatos diretos, sem qualquer sinal de dispersão internacional.
Portanto, embora o vírus exija vigilância constante pelo seu impacto clínico severo, a probabilidade de ele se tornar um problema de saúde pública no Brasil permanece remota.