Estudo revela quando o coração passa a correr mais perigo e por que os homens tendem a enfrentar problemas cardíacos mais cedo do que as mulheres / (Foto: Freepik)
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Durante muito tempo, a ideia de que problemas cardíacos só aparecem “mais tarde na vida” dominou o senso comum.
Mas um estudo que acompanhou mais de 5 mil pessoas por décadas sugere que o relógio do coração começa a acelerar antes do que muita gente imagina, e de forma diferente para homens e mulheres.
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A pesquisa foi conduzida pela Faculdade de Medicina Feinberg, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, e teve início ainda nos anos 1980.
Os cientistas passaram a acompanhar 5.112 jovens adultos saudáveis, com idades entre 18 e 30 anos, monitorando ao longo do tempo possíveis sinais de doenças cardiovasculares.
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A proposta era simples, mas ambiciosa: observar como o coração se comporta ao longo da vida e identificar quando os riscos realmente começam a aparecer.
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Os primeiros sinais de mudança ficaram mais claros quando os participantes chegaram por volta dos 35 anos.
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A partir dessa idade, os pesquisadores começaram a notar uma diferença consistente no risco de problemas cardíacos entre homens e mulheres.
Mais tarde, os dados mostraram algo ainda mais específico: cerca de 5% dos homens que desenvolveram alguma condição cardiovascular tinham entre 50 e 51 anos.
Entre as mulheres, esse mesmo percentual só apareceu mais tarde, entre 57 e 58 anos.
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Para os cientistas, essa diferença está ligada a uma maior incidência de aterosclerose nos homens, condição caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias, que dificulta a circulação do sangue e aumenta o risco de infartos e outras complicações cardíacas.
A aterosclerose é, hoje, uma das principais causas de doenças cardiovasculares no mundo.
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Curiosamente, o estudo não conseguiu apontar o estilo de vida como principal responsável por essa discrepância.
A principal hipótese atual envolve fatores hormonais, o que reforça a necessidade de novas pesquisas sobre o tema.