Saúde

O relógio do coração: Pesquisa mostra quando o risco cardiovascular começa a subir

Novo estudo revela que sinais de problemas cardíacos surgem já aos 35 anos; veja a diferença de idade crucial entre os sexos

Agência Diário

Publicado em 11/02/2026 às 15:17

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Estudo revela quando o coração passa a correr mais perigo e por que os homens tendem a enfrentar problemas cardíacos mais cedo do que as mulheres / (Foto: Freepik)

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Durante muito tempo, a ideia de que problemas cardíacos só aparecem “mais tarde na vida” dominou o senso comum.

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Mas um estudo que acompanhou mais de 5 mil pessoas por décadas sugere que o relógio do coração começa a acelerar antes do que muita gente imagina, e de forma diferente para homens e mulheres.

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Um estudo que começou na juventude

A pesquisa foi conduzida pela Faculdade de Medicina Feinberg, da Universidade Northwestern, nos Estados Unidos, e teve início ainda nos anos 1980.

Os cientistas passaram a acompanhar 5.112 jovens adultos saudáveis, com idades entre 18 e 30 anos, monitorando ao longo do tempo possíveis sinais de doenças cardiovasculares.

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A proposta era simples, mas ambiciosa: observar como o coração se comporta ao longo da vida e identificar quando os riscos realmente começam a aparecer.

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Quando a diferença começa a surgir

Os primeiros sinais de mudança ficaram mais claros quando os participantes chegaram por volta dos 35 anos.

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A partir dessa idade, os pesquisadores começaram a notar uma diferença consistente no risco de problemas cardíacos entre homens e mulheres.

Mais tarde, os dados mostraram algo ainda mais específico: cerca de 5% dos homens que desenvolveram alguma condição cardiovascular tinham entre 50 e 51 anos.

Entre as mulheres, esse mesmo percentual só apareceu mais tarde, entre 57 e 58 anos.

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O papel da aterosclerose

Para os cientistas, essa diferença está ligada a uma maior incidência de aterosclerose nos homens, condição caracterizada pelo acúmulo de placas de gordura nas artérias, que dificulta a circulação do sangue e aumenta o risco de infartos e outras complicações cardíacas.

A aterosclerose é, hoje, uma das principais causas de doenças cardiovasculares no mundo.

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O que explica essa diferença?

Curiosamente, o estudo não conseguiu apontar o estilo de vida como principal responsável por essa discrepância.

A principal hipótese atual envolve fatores hormonais, o que reforça a necessidade de novas pesquisas sobre o tema.

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Praticar atividades físicas regularmente fortalece o coração e melhora a circulação / Pixabay
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Manter uma alimentação equilibrada ajuda a controlar colesterol e pressão arterial / Pixabay
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Evitar o consumo excessivo de sal e alimentos ultraprocessados protege a saúde cardiovascular / Pixabay
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Controlar o estresse contribui para reduzir riscos de problemas cardíacos / Pixabay
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Realizar exames periódicos permite identificar fatores de risco precocemente / Pixabay
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Não fumar e moderar o consumo de álcool são atitudes essenciais para um coração saudável / Pixabay
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