Saúde

Nova pandemia? Vírus letal Nipah volta a assombrar a Índia e coloca mundo em alerta

Com taxa de mortalidade de até 75%, o microrganismo transmitido por morcegos causa inflamação cerebral e não possui vacina ou cura

Giovanna Camiotto

Publicado em 26/01/2026 às 17:02

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Um novo surto do vírus Nipah (NiV) colocou as autoridades de saúde da Índia em estágio de atenção máxima / Pexels

Continua depois da publicidade

Um novo surto do vírus letal Nipah (NiV) no estado de Bengala Ocidental colocou as autoridades de saúde da Índia em estágio de atenção máxima. Até o momento, cinco casos foram confirmados, envolvendo médicos e enfermeiros de uma mesma unidade hospitalar, o que levanta preocupações sobre a transmissão em ambiente clínico.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Cerca de 100 pessoas foram colocadas em quarentena obrigatória, enquanto pacientes são tratados sob cuidados intensivos na capital, Calcutá. O vírus Nipah é conhecido por sua agressividade e alto índice de letalidade, que varia entre 40% e 75% dependendo das condições de atendimento médico local.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• DJ do Litoral de São Paulo é confirmado no Lollapalooza da Índia; conheça

• Maior que a Índia, continente escondido e quase invisível é reconhecido após 375 anos

• Queda de avião na Índia deixa só um sobrevivente: 'Tudo foi muito rápido'

Hospedado naturalmente por morcegos do gênero Pteropus, conhecidos como morcegos-fruta, o patógeno pode saltar para humanos por meio do consumo de alimentos contaminados com saliva ou urina desses animais, ou ainda pelo contato direto com secreções de pessoas infectadas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) já classifica o Nipah como uma de suas prioridades de pesquisa devido ao seu potencial epidêmico e à inexistência de vacinas ou tratamentos específicos. 

Continua depois da publicidade

Alerta global, o vírus Nipah ressurge na Índia com sintomas que atacam o sistema nervoso central/Pexels
Alerta global, o vírus Nipah ressurge na Índia com sintomas que atacam o sistema nervoso central/Pexels
Transmitido por morcegos, vírus Nipah mata até 7 de cada 10 infectados e preocupa autoridades/Pexels
Transmitido por morcegos, vírus Nipah mata até 7 de cada 10 infectados e preocupa autoridades/Pexels
Sem vacina ou cura, surto de Nipah na Índia leva quase 100 pessoas para a quarentena em Calcutá/Pexels
Sem vacina ou cura, surto de Nipah na Índia leva quase 100 pessoas para a quarentena em Calcutá/Pexels
Entenda os riscos do Nipah, o vírus que causa inflamação cerebral fatal e desafia a medicina/Pexels
Entenda os riscos do Nipah, o vírus que causa inflamação cerebral fatal e desafia a medicina/Pexels
Cientistas monitoram potencial epidêmico do vírus Nipah após novos casos em profissionais de saúde/Pexels
Cientistas monitoram potencial epidêmico do vírus Nipah após novos casos em profissionais de saúde/Pexels

Sintomas

Os sintomas iniciais da infecção assemelham-se aos de uma gripe forte, incluindo febre, dores musculares, vômitos e dor de garganta. No entanto, o quadro pode evoluir rapidamente para complicações neurológicas graves, como tonturas, sonolência profunda e encefalite aguda (inflamação do cérebro).

Em casos críticos, convulsões e o estado de coma podem ocorrer entre 24 e 48 horas após os primeiros sinais. O período de incubação geralmente varia de 4 a 14 dias, mas há registros de intervalos de até 45 dias, o que dificulta o rastreamento imediato de contatos.

Identificado pela primeira vez em 1999 na Malásia, o vírus já causou pequenos surtos em países como Bangladesh, Filipinas e Singapura. Na Índia, o histórico de transmissão hospitalar é um ponto sensível; em 2001, 75% dos casos registrados em um surto local ocorreram entre funcionários e visitantes de hospitais.

Continua depois da publicidade

Atualmente, o protocolo de tratamento é limitado a cuidados de suporte para manter as funções respiratórias e mitigar os danos neurológicos, enquanto a comunidade científica internacional corre contra o tempo para desenvolver imunizantes para este que é considerado um dos microrganismos mais perigosos do planeta.

TAGS :

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software