Saúde

Nova cepa de mpox no Brasil preocupa: veja o que o vírus faz com a pele

Terceiro caso é confirmado e alerta autoridades sanitárias do país; infecção provoca bolhas, febre e pode gerar complicações graves

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 18/02/2026 às 17:00

Atualizado em 18/02/2026 às 17:07

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Confirmação de um terceiro caso de mpox no Brasil reacendeu o alerta das autoridades sanitárias / Freepik/Divulgação

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A confirmação de um terceiro caso de mpox no Brasil reacendeu o alerta das autoridades sanitárias. Após dois registros no estado de São Paulo, um novo diagnóstico foi confirmado pela prefeitura de Porto Alegre.

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Os casos paulistas envolvem uma cepa considerada mais agressiva do vírus, o que aumentou a preocupação em meio à circulação intensa de pessoas durante o Carnaval.

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A doença, causada pelo vírus da mpox — antigo nome da varíola-dos-macacos, já abandonado por gerar estigmatização — é transmitida principalmente por contato próximo, incluindo relações sexuais, além do contato com lesões ou objetos contaminados.

O que a mpox faz com a pele

A principal característica clínica da mpox são as lesões cutâneas. Inicialmente, surgem manchas avermelhadas que evoluem para pápulas (pequenas elevações), depois para vesículas e, posteriormente, bolhas cheias de líquido.

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Essas lesões podem aparecer no rosto, tronco, braços e pernas; são comuns na região genital; podem ser dolorosas ou causar coceira; evoluem para crostas antes da cicatrização. O ciclo completo costuma durar de duas a quatro semanas.

Além das manifestações na pele, a doença pode causar febre, dor de cabeça, dores musculares, inchaço dos gânglios linfáticos e prostração.

Quando a doença pode se agravar

Embora a maioria dos casos evolua de forma autolimitada, pessoas com imunidade comprometida ou com condições pré-existentes podem desenvolver complicações graves.

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Estima-se que, em cenários específicos, a taxa de letalidade possa chegar a 10%, especialmente em contextos com acesso limitado a atendimento médico. Por isso, diante de sintomas suspeitos, a orientação é procurar avaliação médica imediata.

Como é feito o tratamento

Não há tratamento antiviral específico amplamente disponível para todos os casos. O manejo é principalmente sintomático e inclui:

  • Controle da febre
  • Analgésicos para dores musculares
  • Cuidados locais com as lesões
  • Monitoramento clínico

Em quadros mais severos, pode ser necessária internação hospitalar.

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Prevenção e vigilância

A prevenção envolve isolamento dos casos confirmados até a cicatrização completa das lesões, além da vacinação para grupos considerados de maior risco, conforme diretrizes do Ministério da Saúde.

A mpox ganhou destaque global entre 2022 e 2023, quando um surto atingiu cerca de 100 mil pessoas em mais de 120 países. Desde então, a doença permanece sob vigilância internacional da Organização Mundial da Saúde, com registros pontuais em diferentes regiões.

Por que o alerta voltou agora?

O aumento recente de casos isolados no Brasil não indica, até o momento, um surto em larga escala. No entanto, autoridades reforçam que a identificação precoce e o isolamento são fundamentais para evitar disseminação.

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Com a retomada de grandes eventos e aumento da circulação de pessoas, o acompanhamento epidemiológico segue sendo prioridade.

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