Saúde
Retatrutida promete perda de até 28% do peso, mas ainda é experimental, sem aprovação e alvo de falsificações no mercado
Retatrutida é um medicamento injetável experimental voltado ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2 / Divulgação
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A chamada “nova geração” das canetas emagrecedoras ganhou um novo destaque: a Retatrutida. Ainda em fase de estudos, a substância já chama atenção por resultados expressivos na perda de peso — mas também acende um alerta importante: ela não está liberada para uso.
Desenvolvida pela farmacêutica Eli Lilly, a retatrutida é considerada uma evolução de medicamentos como a Semaglutida (Ozempic) e a Tirzepatida (Mounjaro).
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E as descobertas não param: cientistas descobrem em cobra molécula que pode revolucionar o emagrecimento.
A retatrutida é um medicamento injetável experimental voltado ao tratamento da obesidade e do diabetes tipo 2.
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Seu diferencial está no mecanismo de ação: ela é um agonista triplo, ou seja, atua em três hormônios ao mesmo tempo:
Essa combinação amplia os efeitos no organismo, reduzindo o apetite e aumentando a queima de gordura.
Veja também: Nova aliada da perda de peso: caneta nacional chega nas farmácias com preço acessível
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Em estudos clínicos, a substância apresentou perda de até 28,5% do peso corporal.
Para efeito de comparação:
Medicamentos como o Mounjaro chegam a cerca de 22%
A cirurgia bariátrica costuma gerar perdas entre 25% e 30%
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Os números colocam a retatrutida como uma possível concorrente até de procedimentos cirúrgicos — embora isso ainda seja debatido na comunidade médica.
A ação da retatrutida combina três efeitos principais:
O efeito mais inovador está na atuação sobre o glucagon, que ajuda o corpo a usar gordura como fonte de energia, especialmente em períodos de jejum ou esforço.
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Apesar da expectativa, a Retatrutida não foi aprovada por nenhuma agência reguladora no mundo, como a Anvisa ou a Food and Drug Administration.
O medicamento está atualmente na fase 3 de testes clínicos — a última etapa antes de um possível pedido de aprovação.
A previsão é que novos resultados sejam divulgados ao longo dos próximos anos, mas ainda não há data oficial para chegada ao mercado.
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Mesmo sem liberação, a substância já virou alvo de vendas ilegais. Autoridades brasileiras, incluindo a Receita Federal, já apreenderam produtos falsos que alegavam conter retatrutida.
Especialistas reforçam que qualquer comercialização atual é irregular e pode representar riscos à saúde.
Se aprovada, a expectativa é que a retatrutida seja indicada para:
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Estudos também investigam efeitos em doenças como apneia do sono, gordura no fígado e problemas cardiovasculares.