Saúde
Casos de câncer de cólon crescem entre pessoas com menos de 50 anos, e médicos alertam para sintomas que muitos jovens ainda insistem em ignorar
Especialistas alertam que o câncer de cólon já atinge 1 em cada 8 pacientes com menos de 50 anos / Freepik e Wikimedia Commons
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Com a morte de James Van Der Beek, ator protagonista de 'Dawson's Creek', reacendeu um alerta importante que os médicos vêm fazendo há anos: o câncer de cólon não é mais uma doença restrita aos idosos.
O câncer de cólon e reto vem sendo diagnosticado com frequência cada vez maior em pessoas com menos de 50 anos.
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Segundo a oncologista Chiara Cremolini, professora da Universidade de Pisa, hoje cerca de 1 em cada 8 casos já ocorre nessa faixa etária.
A projeção é preocupante: até 2030, o tumor pode se tornar a principal causa de morte por câncer entre adultos de 30 a 50 anos.
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Ainda não existe uma explicação única. Fatores genéticos e histórico familiar ajudam a entender parte dos casos, mas representam minoria. Em cerca de 80% dos pacientes jovens, não há uma causa hereditária identificada.
Entre as principais hipóteses levantadas por especialistas estão:
A combinação desses elementos pode estar contribuindo para o avanço da doença antes dos 50 anos.
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Veja também: Injeção experimental 'ensina' células do próprio corpo a combater o câncer.
Um dos maiores problemas é o atraso no diagnóstico. Muitos jovens subestimam sinais persistentes, acreditando que câncer é algo improvável nessa fase da vida.
Os principais sintomas de alerta incluem:
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Quando esses sinais são ignorados ou confundidos com problemas simples, o diagnóstico pode acontecer em estágios mais avançados, reduzindo as chances de sucesso no tratamento.
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Em pessoas mais novas, o câncer de cólon às vezes apresenta características biológicas diferentes, com comportamento potencialmente mais agressivo.
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Mesmo com tratamento adequado, os resultados nem sempre são os esperados. Pesquisas ainda investigam fatores moleculares que possam explicar essa diferença.
Especialistas reforçam que há muito a ser feito em termos de prevenção. Manter hábitos saudáveis, praticar atividade física regularmente, evitar cigarro e excesso de álcool e adotar uma alimentação equilibrada, como a dieta mediterrânea, são estratégias que ajudam a reduzir o risco.
O acesso ao tratamento, porém, varia de país para país. Nos Estados Unidos, os custos oncológicos costumam ser elevados. Já na Itália, o sistema público de saúde garante cobertura integral aos pacientes.
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O avanço do câncer de cólon entre jovens muda o perfil da doença e exige mais atenção aos sintomas. Pensar que “isso não é para mim” pode atrasar um diagnóstico que faz toda a diferença.
*Por Raphael Miras