Saúde

Não é doença de velho: A morte de James Van Der Beek acende alerta para quem tem menos de 50

Casos de câncer de cólon crescem entre pessoas com menos de 50 anos, e médicos alertam para sintomas que muitos jovens ainda insistem em ignorar

Agência Diário

Publicado em 16/02/2026 às 20:07

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Especialistas alertam que o câncer de cólon já atinge 1 em cada 8 pacientes com menos de 50 anos / Freepik e Wikimedia Commons

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Com a morte de James Van Der Beek, ator protagonista de 'Dawson's Creek', reacendeu um alerta importante que os médicos vêm fazendo há anos: o câncer de cólon não é mais uma doença restrita aos idosos.

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O câncer de cólon e reto vem sendo diagnosticado com frequência cada vez maior em pessoas com menos de 50 anos. 

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Segundo a oncologista Chiara Cremolini, professora da Universidade de Pisa, hoje cerca de 1 em cada 8 casos já ocorre nessa faixa etária. 

A projeção é preocupante: até 2030, o tumor pode se tornar a principal causa de morte por câncer entre adultos de 30 a 50 anos.

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O câncer de cólon tem sido diagnosticado cada vez mais em adultos jovens, e não apenas em idosos / Pexels
O câncer de cólon tem sido diagnosticado cada vez mais em adultos jovens, e não apenas em idosos / Pexels
Mudanças no estilo de vida e na alimentação estão entre os fatores associados ao aumento de casos precoces / Pexels
Mudanças no estilo de vida e na alimentação estão entre os fatores associados ao aumento de casos precoces / Pexels
Sintomas como alteração no hábito intestinal e sangramento não devem ser ignorados em nenhuma idade / Pexels
Sintomas como alteração no hábito intestinal e sangramento não devem ser ignorados em nenhuma idade / Pexels
O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz / Pexels
O diagnóstico precoce aumenta significativamente as chances de tratamento eficaz / Pexels
Exames preventivos, quando indicados, são fundamentais mesmo antes da terceira idade / Pexels
Exames preventivos, quando indicados, são fundamentais mesmo antes da terceira idade / Pexels
Informação e atenção aos sinais do corpo são aliados importantes na prevenção do câncer de cólon / Pexels
Informação e atenção aos sinais do corpo são aliados importantes na prevenção do câncer de cólon / Pexels

Por que o câncer de cólon está aumentando entre jovens?

Ainda não existe uma explicação única. Fatores genéticos e histórico familiar ajudam a entender parte dos casos, mas representam minoria. Em cerca de 80% dos pacientes jovens, não há uma causa hereditária identificada.

Entre as principais hipóteses levantadas por especialistas estão:

  • Consumo frequente de alimentos ultraprocessados, que podem favorecer o surgimento de pólipos no intestino
  • Uso de antibióticos na infância, com possível impacto na microbiota intestinal
  • Tabagismo e consumo de álcool, fatores de risco já conhecidos

A combinação desses elementos pode estar contribuindo para o avanço da doença antes dos 50 anos.

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Sintomas do câncer de cólon que não devem ser ignorados

Um dos maiores problemas é o atraso no diagnóstico. Muitos jovens subestimam sinais persistentes, acreditando que câncer é algo improvável nessa fase da vida.

Os principais sintomas de alerta incluem:

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  • Dor abdominal persistente
  • Alternância entre diarreia e constipação
  • Fadiga intensa e prolongada
  • Perda de peso sem explicação
  • Presença de sangue nas fezes

Quando esses sinais são ignorados ou confundidos com problemas simples, o diagnóstico pode acontecer em estágios mais avançados, reduzindo as chances de sucesso no tratamento.

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A doença pode ser mais agressiva em pacientes jovens

Em pessoas mais novas, o câncer de cólon às vezes apresenta características biológicas diferentes, com comportamento potencialmente mais agressivo. 

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Mesmo com tratamento adequado, os resultados nem sempre são os esperados. Pesquisas ainda investigam fatores moleculares que possam explicar essa diferença.

Prevenção é o principal caminho

Especialistas reforçam que há muito a ser feito em termos de prevenção. Manter hábitos saudáveis, praticar atividade física regularmente, evitar cigarro e excesso de álcool e adotar uma alimentação equilibrada, como a dieta mediterrânea, são estratégias que ajudam a reduzir o risco.

O acesso ao tratamento, porém, varia de país para país. Nos Estados Unidos, os custos oncológicos costumam ser elevados. Já na Itália, o sistema público de saúde garante cobertura integral aos pacientes.

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O avanço do câncer de cólon entre jovens muda o perfil da doença e exige mais atenção aos sintomas. Pensar que “isso não é para mim” pode atrasar um diagnóstico que faz toda a diferença.

*Por Raphael Miras

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