Saúde

Mais liberdade no tratamento: SUS distribui nova insulina que reduz aplicações diárias

Medida visa facilitar o controle glicêmico de idosos e crianças, reduzindo o número de injeções diárias; saiba se você se enquadra

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 10/02/2026 às 15:46

Atualizado em 10/02/2026 às 15:57

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Objetivo central é simplificar o manejo da doença e reduzir riscos associados a aplicações frequentes / Divulgação/GovBR

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O Sistema Único de Saúde (SUS) deu início a uma importante atualização no tratamento de pacientes com diabetes ao implementar a distribuição da insulina glargina.

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Neste primeiro momento, a iniciativa foca em grupos com maior vulnerabilidade clínica: idosos com diabetes tipo 1 e tipo 2, além de crianças e adolescentes de até 17 anos com diabetes tipo 1. O objetivo central é simplificar o manejo da doença e reduzir riscos associados a aplicações frequentes.

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A priorização dos idosos justifica-se pela maior fragilidade física e pelo risco elevado de hipoglicemias graves, que podem resultar em quedas e internações.

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A introdução da nova insulina, que possui ação prolongada e perfil mais estável, busca minimizar essas complicações, especialmente em pacientes que já enfrentam limitações visuais ou motoras que dificultam esquemas terapêuticos complexos. A glargina permite, em muitos casos, que a necessidade de insulina basal seja suprida com apenas uma aplicação diária.

Para o público infantojuvenil, a medida visa estabilizar o controle glicêmico, que costuma ser mais instável devido ao crescimento e variações na rotina escolar e alimentar.

Nesses casos, a insulina é indispensável e a nova opção de longa duração oferece uma alternativa para melhorar a qualidade de vida dos pacientes e facilitar a rotina dos cuidadores.

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A implementação ocorre inicialmente por meio de um projeto-piloto em quatro regiões distintas do país: Amapá, Paraná, Paraíba e Distrito Federal. Essas localidades foram escolhidas por possuírem estrutura adequada na Atenção Primária para monitorar os resultados.

É importante ressaltar que a troca da medicação não será automática; ela dependerá de avaliação individualizada pelas equipes de saúde do SUS, garantindo que a indicação seja segura e adequada para cada caso.

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