Takishima estruturou um método que prioriza segurança, constância e exercícios acessíveis / Reprodução/Redes Sociais
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Começar a se exercitar depois dos 60 não impediu a japonesa Mika Takishima de se tornar referência mundial em envelhecimento saudável. Hoje com 94 anos, ela desenvolveu um programa próprio voltado especialmente para pessoas idosas, com foco na preservação da massa muscular e da independência física ao longo dos anos.
A iniciativa surgiu após dificuldades causadas pelo excesso de peso limitarem tarefas simples do cotidiano.
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A partir dessa experiência, Takishima estruturou um método que prioriza segurança, constância e exercícios acessíveis, capazes de melhorar mobilidade, equilíbrio e qualidade de vida mesmo em idade avançada.
Batizado de método Takimika, o programa combina disciplina, flexibilidade e atitude positiva como pilares para manter o corpo ativo. Diferentemente de treinos intensos, a proposta valoriza movimentos suaves e controlados, reduzindo o risco de lesões e permitindo que pessoas com limitações físicas também participem.
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Embora pensado para idosos, o sistema também pode ser adotado por adultos mais jovens que desejam manter a forma sem recorrer a cargas elevadas ou rotinas extenuantes.
Entre as práticas mais recomendadas está um tipo de agachamento com sustentação em uma perna, que fortalece os músculos inferiores e melhora a estabilidade corporal.
Outro movimento, apelidado de “libélula”, trabalha braços e costas com o tronco inclinado e abertura lateral dos membros superiores, estimulando postura e resistência muscular.
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O método inclui ainda um exercício realizado em quatro apoios, no qual o corpo é projetado para frente com flexão dos cotovelos, ativando ombros, braços e abdômen. Para complementar, há um movimento de elevação dos joelhos em direção ao peito enquanto a pessoa permanece deitada, voltado ao fortalecimento do core e ao equilíbrio.
Especialistas apontam que o ganho ou a manutenção de massa muscular depende de estímulos adequados e regulares.
Treinos muito leves, pouca repetição ou falta de acompanhamento podem reduzir os resultados, assim como movimentos executados com pouca amplitude.
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A alimentação também é decisiva nesse processo. Consumo insuficiente de proteínas e calorias, hidratação inadequada e ausência de reposição nutricional após os exercícios podem comprometer a recuperação e o desenvolvimento muscular, mesmo quando a atividade física é mantida.