Saúde

Injeção experimental 'ensina' células do próprio corpo a combater o câncer

O método aposta em levar instruções ao microambiente tumoral para ativar uma resposta imune mais eficiente

Agência Diário

Publicado em 08/02/2026 às 19:19

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Método usa nanopartículas com mRNA e mira o microambiente tumoral para acelerar a resposta imune. / lustração/Diário do Litoral

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Uma injeção experimental mira tumores sólidos com uma proposta simples: reprogramar, no próprio organismo, células de defesa que já vivem dentro do tumor para que atuem como combatentes anticâncer.

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Criada por pesquisadores do KAIST, a técnica usa macrófagos como ponto de partida. Dessa forma, tenta driblar barreiras que dificultam a imunoterapia em larga escala e reduzir etapas do processo.

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O método aposta em levar instruções ao microambiente tumoral para ativar uma resposta imune mais eficiente. Assim, busca rapidez e menos complexidade, sem precisar retirar células do paciente.

Uma injeção experimental estimula o próprio sistema imunológico a reconhecer e atacar células cancerígenas / Pixabay
Uma injeção experimental estimula o próprio sistema imunológico a reconhecer e atacar células cancerígenas / Pixabay
A técnica funciona como um treinamento para que as células de defesa identifiquem o tumor / Pixabay
A técnica funciona como um treinamento para que as células de defesa identifiquem o tumor / Pixabay
Diferente de quimioterapias tradicionais, o método busca agir de forma mais direcionada / Pixabay
Diferente de quimioterapias tradicionais, o método busca agir de forma mais direcionada / Pixabay
Pesquisas indicam que o tratamento pode reduzir efeitos colaterais ao poupar células saudáveis / Pixabay
Pesquisas indicam que o tratamento pode reduzir efeitos colaterais ao poupar células saudáveis / Pixabay
A abordagem ainda está em fase experimental, com testes controlados em andamento / Pixabay
A abordagem ainda está em fase experimental, com testes controlados em andamento / Pixabay
Especialistas veem a técnica como um avanço promissor na luta contra diferentes tipos de câncer / Pixabay
Especialistas veem a técnica como um avanço promissor na luta contra diferentes tipos de câncer / Pixabay

Como a reprogramação acontece

A estratégia usa nanopartículas lipídicas com duas “cargas”. A primeira é mRNA com instruções para reconhecer o câncer, e a segunda é um composto capaz de ativar o sistema imunológico.

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Após a aplicação, as nanopartículas são absorvidas rapidamente pelos macrófagos presentes no tumor. Em seguida, induzem proteínas que ajudam a identificar e atacar células cancerígenas.

Com a mudança, esses macrófagos passam a agir como “CAR-macrófagos aprimorados”. A lógica é atingir o tumor por dentro e tentar transformar um ambiente hostil em terreno favorável ao combate.

"Este estudo apresenta um novo conceito de terapia com células imunológicas que gera células imunes anticâncer diretamente dentro do corpo do paciente", afirmou o professor Ji-Ho Park, do KAIST.

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Veja também: Casal supera 6 diagnósticos de câncer e revela o hábito que salvou suas vidas.

Por que tumores sólidos são tão difíceis

Tumores sólidos, como os de estômago, pulmão e fígado, formam estruturas densas. Por isso, dificultam a entrada e o desempenho de células imunes e criam uma barreira física e biológica.

Além da barreira, o tumor pode “desligar” macrófagos mesmo quando eles engolfam células cancerígenas. Assim, a proteção se enfraquece no ponto mais decisivo do enfrentamento.

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O que muda em relação às terapias tradicionais

Em abordagens tradicionais com CAR-macrófagos, o caminho envolve extração, cultivo, modificação genética e reinfusão. Por isso, tende a ser demorado, caro e difícil de escalar.

Ao reprogramar as células no corpo, a técnica do KAIST elimina etapas e busca superar dois gargalos de uma vez. Assim, tenta levar o “recado” com eficiência e resistir ao ambiente do tumor.

Veja também: Os cânceres que mais preocupam os médicos no Brasil até 2028, segundo nova estimativa.

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Resultados observados em testes

Em testes com animais com melanoma, houve queda significativa do crescimento tumoral. Além disso, os macrófagos modificados demonstraram maior capacidade de eliminar células cancerígenas.

Os resultados também indicaram ativação imunológica ao redor do tumor tratado. Isso sugere uma proteção mais ampla no organismo, embora a evidência ainda esteja em fase inicial.

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