Saúde

Implante que 'substitui' a retina e devolve visão pode ser lançado ainda este ano

A tecnologia inovadora recupera capacidade de leitura em pessoas com cegueira parcial e promete revolucionar a medicina

Giovanna Camiotto

Publicado em 21/01/2026 às 00:32

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Cientistas descobriram uma fórmula que pode regenerar as células da retina / Foto de Mikhail Nilov/Pexels

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Uma descoberta científica está prestes a mudar a vida de milhares de pessoas que sofrem com a perda severa de visão. O sistema fotovoltaico PRIMA, uma tecnologia capaz de restaurar a percepção de imagens e letras, teve resultados positivos em estudos clínicos e tem previsão de chegar ao mercado internacional até o final de 2026.

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O dispositivo é focado em reverter os efeitos da degeneração macular, uma das principais causas de cegueira irreversível no mundo. O funcionamento do sistema é comparado a um "olho biônico", que utiliza uma microestrutura de apenas 2 mm instalada cirurgicamente atrás da retina.

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Esse dispositivo trabalha em sincronia com óculos especiais equipados com uma câmera de alta performance. A câmera capta o ambiente, e um processador transforma as imagens em luz infravermelha, que é enviada diretamente ao implante no olho. Ali, a luz é convertida em sinais elétricos que o cérebro interpreta como visão.

Cientistas desenvolvem implante que substitui células mortas da retina e devolve a capacidade de leitura a pacientes com perda de visão/Pexels
Cientistas desenvolvem implante que substitui células mortas da retina e devolve a capacidade de leitura a pacientes com perda de visão/Pexels
O sistema utiliza óculos inteligentes com câmeras que transformam imagens em sinais elétricos interpretados diretamente pelo cérebro humano/Pexels
O sistema utiliza óculos inteligentes com câmeras que transformam imagens em sinais elétricos interpretados diretamente pelo cérebro humano/Pexels
Tecnologia inovadora promete devolver a autonomia para pessoas com degeneração macular, permitindo que voltem a identificar letras e rostos/Pexels
Tecnologia inovadora promete devolver a autonomia para pessoas com degeneração macular, permitindo que voltem a identificar letras e rostos/Pexels
Com apenas 2 mm, o microdispositivo fotovoltaico funciona como uma retina artificial e pode chegar ao mercado internacional ainda em 2026/Pexels
Com apenas 2 mm, o microdispositivo fotovoltaico funciona como uma retina artificial e pode chegar ao mercado internacional ainda em 2026/Pexels
Estudo publicado no New England Journal of Medicine comprova que implante recuperou parte da visão central em pacientes que viviam na escuridão/Pexels
Estudo publicado no New England Journal of Medicine comprova que implante recuperou parte da visão central em pacientes que viviam na escuridão/Pexels

O fim da escuridão central

Diferente de tratamentos convencionais, essa tecnologia consegue contornar as células mortas do olho. Segundo o oftalmologista Gustavo Gameiro, doutor pela Unifesp, a grande inovação é que o sistema "pula" os fotorreceptores danificados para disparar sinais diretamente ao cérebro.

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Em testes publicados pelo The New England Journal of Medicine, pacientes que mal conseguiam distinguir vultos recuperaram a capacidade de identificar até 25 letras em exames de visão.

“Não é uma visão HD, em alta definição, mas já corresponde a 5% do que seria uma capacidade normal e saudável, o que é relevante para pacientes com atrofia da retina”, destaca Gameiro. Para quem vive com a visão central limitada, esse ganho representa a volta da autonomia para tarefas simples, como ler um rótulo ou reconhecer um rosto.

Disponibilidade e futuro

A expectativa é que o sistema receba aprovação regulatória na Europa e nos Estados Unidos ainda este ano. Embora a visão recuperada ainda seja parcial, cientistas acreditam que este é apenas o primeiro passo. Com a evolução dos processadores ópticos, as próximas versões devem oferecer uma nitidez ainda maior.

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Para a medicina, o lançamento comercial em 2026 marca o início de uma era onde a cegueira causada por doenças degenerativas deixa de ser uma sentença definitiva, abrindo caminho para que a tecnologia restaure o que a biologia não conseguiu preservar.

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