Saúde

IA detecta Alzheimer antes dos sintomas enquanto capacete tenta frear a doença

Inteligência Artificial avança no diagnóstico precoce enquanto capacete com luz infravermelha é testado para estimular o cérebro em doenças neurodegenerativas

Thiago Felipe Camargo

Publicado em 27/03/2026 às 15:32

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Avanços na área tecnológica podem ajudar no combate a doenças / IA

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Novas descobertas na área neurológica estão explorando duas frentes distintas no combate a doenças como Alzheimer e Parkinson: o uso de inteligência artificial para diagnóstico precoce e o desenvolvimento de um capaacere com luz infravermelha.

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Inteligência artificial pode antecipar diagnósticos de doenças 

No campo do diagnóstico, sistemas de inteligência artificial vêm sendo aplicados na análise de exames neurológicos, como ressonância magnética e tomografia. Essas ferramentas utilizam algoritmos capazes de processar grandes volumes de dados médicos e identificar padrões complexos associados à progressão de doenças neurodegenerativas.

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Segundo especialistas, esses sistemas funcionam como suporte à decisão clínica, ampliando a capacidade de análise dos médicos sem substituir o diagnóstico profissional.

Na prática, a tecnologia permite reconhecer alterações cerebrais antes mesmo do aparecimento dos sintomas. Isso é relevante porque, em muitos casos, o diagnóstico dessas doenças ocorre apenas em estágios mais avançados, quando já há perda significativa de neurônios e limitação nas opções de tratamento.

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Além da identificação precoce, os modelos também vêm sendo utilizados para acompanhar a progressão dos pacientes, permitindo uma análise mais detalhada da evolução clínica e auxiliando na definição de estratégias terapêuticas.

Capacete com luz infravermelha entra em fase de testes

Enquanto a IA atua na fase de diagnóstico, outra linha de pesquisa busca alternativas terapêuticas.

Pesquisadores franceses desenvolveram um capacete de fotobiomodulação capaz de emitir luz infravermelha diretamente no cérebro. O dispositivo foi criado pelo centro biomédico Fonds Clinatec, em Grenoble, e está em fase de ensaios clínicos.

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IA detecta Alzheimer antes dos sintomas enquanto capacete tenta frear a doe_20260326_174934_0001Capacete pode ajudar no tratamento de doenças como Alzheimer e Parkinson / IA

O equipamento é composto por uma estrutura flexível com emissores de luz distribuídos ao redor da cabeça. Esses emissores operam em comprimento de onda próximo de 810 nanômetros, permitindo que a luz atravesse o crânio e alcance o córtex cerebral.

O mecanismo de ação está ligado à estimulação das mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia nas células.

A proposta é aumentar a atividade celular, reduzir processos inflamatórios e melhorar o funcionamento dos neurônios afetados.

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Estudos clínicos em andamento

Atualmente, o principal estudo clínico ocorre nos Hospitais Universitários de Estrasburgo, com cerca de 30 pacientes diagnosticados com demência por corpos de Lewy. O ensaio é do tipo duplo-cego e avalia o uso do capacete em duas sessões diárias de 32 minutos ao longo de seis meses.

Além dessa condição, a tecnologia também está sendo estudada para aplicação em Alzheimer, Parkinson, traumatismos cranianos e transtornos psiquiátricos.

Pesquisas pré-clínicas indicaram que a fotobiomodulação pode reduzir o estresse oxidativo, aumentar o fluxo sanguíneo cerebral e estimular a formação de novas conexões entre neurônios, embora os resultados em humanos ainda estejam em avaliação.

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Tecnologias estão em diferentes estágios de desenvolvimento 

As duas abordagens ainda se encontram em momentos distintos.

Enquanto a inteligência artificial já começa a ser incorporada como ferramenta de apoio na prática clínica, o capacete de luz infravermelha segue em fase experimental e depende de estudos mais amplos antes de uma possível aplicação em larga escala.

Ambas as linhas de pesquisa concentram esforços na identificação e no acompanhamento de doenças que, atualmente, são diagnosticadas majoritariamente em estágios mais avançados.

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