Saúde
Inteligência Artificial avança no diagnóstico precoce enquanto capacete com luz infravermelha é testado para estimular o cérebro em doenças neurodegenerativas
Avanços na área tecnológica podem ajudar no combate a doenças / IA
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Novas descobertas na área neurológica estão explorando duas frentes distintas no combate a doenças como Alzheimer e Parkinson: o uso de inteligência artificial para diagnóstico precoce e o desenvolvimento de um capaacere com luz infravermelha.
No campo do diagnóstico, sistemas de inteligência artificial vêm sendo aplicados na análise de exames neurológicos, como ressonância magnética e tomografia. Essas ferramentas utilizam algoritmos capazes de processar grandes volumes de dados médicos e identificar padrões complexos associados à progressão de doenças neurodegenerativas.
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Segundo especialistas, esses sistemas funcionam como suporte à decisão clÃnica, ampliando a capacidade de análise dos médicos sem substituir o diagnóstico profissional.
Na prática, a tecnologia permite reconhecer alterações cerebrais antes mesmo do aparecimento dos sintomas. Isso é relevante porque, em muitos casos, o diagnóstico dessas doenças ocorre apenas em estágios mais avançados, quando já há perda significativa de neurônios e limitação nas opções de tratamento.
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Além da identificação precoce, os modelos também vêm sendo utilizados para acompanhar a progressão dos pacientes, permitindo uma análise mais detalhada da evolução clÃnica e auxiliando na definição de estratégias terapêuticas.
Enquanto a IA atua na fase de diagnóstico, outra linha de pesquisa busca alternativas terapêuticas.
Pesquisadores franceses desenvolveram um capacete de fotobiomodulação capaz de emitir luz infravermelha diretamente no cérebro. O dispositivo foi criado pelo centro biomédico Fonds Clinatec, em Grenoble, e está em fase de ensaios clÃnicos.
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Capacete pode ajudar no tratamento de doenças como Alzheimer e Parkinson / IAO equipamento é composto por uma estrutura flexÃvel com emissores de luz distribuÃdos ao redor da cabeça. Esses emissores operam em comprimento de onda próximo de 810 nanômetros, permitindo que a luz atravesse o crânio e alcance o córtex cerebral.
O mecanismo de ação está ligado à estimulação das mitocôndrias, estruturas responsáveis pela produção de energia nas células.
A proposta é aumentar a atividade celular, reduzir processos inflamatórios e melhorar o funcionamento dos neurônios afetados.
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Atualmente, o principal estudo clÃnico ocorre nos Hospitais Universitários de Estrasburgo, com cerca de 30 pacientes diagnosticados com demência por corpos de Lewy. O ensaio é do tipo duplo-cego e avalia o uso do capacete em duas sessões diárias de 32 minutos ao longo de seis meses.
Além dessa condição, a tecnologia também está sendo estudada para aplicação em Alzheimer, Parkinson, traumatismos cranianos e transtornos psiquiátricos.
Pesquisas pré-clÃnicas indicaram que a fotobiomodulação pode reduzir o estresse oxidativo, aumentar o fluxo sanguÃneo cerebral e estimular a formação de novas conexões entre neurônios, embora os resultados em humanos ainda estejam em avaliação.
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As duas abordagens ainda se encontram em momentos distintos.
Enquanto a inteligência artificial já começa a ser incorporada como ferramenta de apoio na prática clÃnica, o capacete de luz infravermelha segue em fase experimental e depende de estudos mais amplos antes de uma possÃvel aplicação em larga escala.
Ambas as linhas de pesquisa concentram esforços na identificação e no acompanhamento de doenças que, atualmente, são diagnosticadas majoritariamente em estágios mais avançados.
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