Saúde
Segundo estudo da Universidade de Macau, na China, esse tipo de conteúdo rápido pode impulsionar fatores como ansiedade e insegurança
A busca por prazer imediato nas redes sociais pode contribuir para quadros de estresse e ansiedade social, afetando o desempenho acadêmico / Unsplash/Vitaly Gariev
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Sem dúvidas, a utilização de dispositivos eletrônicos entre crianças se popularizou ao longo do tempo, visto que, segundo dados da Ceduc.br (Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade de Informação), cerca de 55% das crianças de 9 a 10 anos já possuíam um celular, em 2025.
Muitos pais acreditam que essa posse é algo inocente, incapaz de prejudicar uma criança. No entanto, de acordo com o estudo da Universidade de Macau, esse hábito afeta negativamente o desenvolvimento cognitivo infantil, uma etapa essencial da vida.
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Conhecida popularmente como scrolling, a prática consiste no consumo excessivo de vídeos curtos, incluindo Shorts ou Reels, presentes respectivamente no YouTube e no Instagram.
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A capacidade média de foco das pessoas diminuiu para 47 segundos em 2021, conforme um estudo da Universidade da Califórnia. Portanto, este tipo de conteúdo, que não exige "muito esforço mental", popularizou-se nos últimos anos, inclusive entre o público infantil.
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Todavia, a pesquisa asiática, denominada "Dependência de vídeos curtos, envolvimento escolar e inclusão social entre estudantes chineses", ressalta que essa utilização excessiva pode gerar um vício, resultando na busca incessante da criança por esse tipo de interação digital.
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Esse prazer momentâneo, contudo, pode fazer com que o jovem se distancie cada vez mais do "mundo real", substituindo-o por uma realidade virtual e inexistente. Por isso, não é incomum ver crianças apresentando condições como ansiedade social: elas ficam tão "presas" à diversão proporcionada por plataformas virtuais que suas capacidades de interação diminuem. Em muitos casos, isso pode englobar até mesmo o baixo desempenho escolar.
Do mesmo modo, essa dependência também pode contribuir para a origem de estresse diário, visto que as principais razões para o manuseio constante abrangem a fuga de realidades desagradáveis, pressões, entre outras situações da vida que geram conflitos.
Ainda conforme o estudo chinês, nas situações de vício mencionadas, é necessário ensinar o jovem a buscar sua própria satisfação emocional no ambiente real. A questão não é proibir a utilização do dispositivo, mas, sim, ensinar a pessoa em questão a ter prazer em viver, além de promover o uso equilibrado e controlado.
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O Diário fez uma matéria explicando a atuação de pais e responsáveis nessas circusntâncias, impulsionando a saúde e bem-estar infatil. Para acessá-la, basta clicar aqui.
*O texto contém informações dos portais Agência Brasil e CNN Brasil