Mudanças de temperatura, poeira e estresse: conheça 6 gatilhos que podem provocar crises de asma no dia a dia

Tosse, chiado no peito e falta de ar podem surgir quando fatores comuns da rotina desencadeiam a inflamação das vias respiratórias; saiba como reduzir os riscos

Homem usando bombinha para aliviar sintomas de crises de asma

Vários fatores podem servir de gatilhos para desencadear crises de asma (Freepik)

A asma é uma doença respiratória crônica que afeta milhões de brasileiros e pode provocar sintomas como tosse persistente, chiado no peito, sensação de aperto no tórax e falta de ar.

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Embora não tenha cura, ela pode ser controlada com tratamento adequado e, principalmente, com a identificação dos fatores que desencadeiam as crises.

O desafio é que esses gatilhos variam de pessoa para pessoa e, muitas vezes, fazem parte do cotidiano.

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Mudanças de temperatura, poeira doméstica, estresse e até alguns produtos de limpeza podem desencadear episódios de dificuldade respiratória.

Conheça os seis fatores mais comuns associados às crises de asma

1. Mudanças bruscas de temperatura

O ar frio e seco está entre os principais desencadeadores de crises asmáticas. Quando a temperatura cai rapidamente, as vias respiratórias podem se contrair e ficar mais sensíveis, favorecendo sintomas como tosse, chiado e dificuldade para respirar.

Durante o inverno, outro fator merece atenção: o aumento das infecções respiratórias. Resfriados, gripes e outras viroses costumam agravar a inflamação das vias aéreas e aumentar a frequência das crises.

2. Exercícios físicos

Em algumas pessoas, a prática de atividade física pode desencadear sintomas de asma, principalmente quando os exercícios são realizados em ambientes frios, secos ou com baixa umidade do ar.

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Isso ocorre porque o aumento da frequência respiratória facilita a entrada de ar frio diretamente nos pulmões.

Apesar disso, os especialistas reforçam que pessoas com asma não devem abandonar a prática de exercícios. Quando a doença está controlada, a atividade física ajuda a melhorar o condicionamento cardiorrespiratório, fortalece os pulmões e contribui para uma melhor qualidade de vida.

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3. Poeira e ácaros

A poeira doméstica é um dos principais gatilhos da chamada asma alérgica. O problema, na maioria das vezes, não está na poeira em si, mas nos ácaros — microrganismos microscópicos que vivem em colchões, travesseiros, sofás, tapetes, cortinas e estofados.

Para reduzir a exposição, algumas medidas podem fazer diferença:

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  • manter os ambientes limpos e bem ventilados;
  • utilizar capas protetoras em colchões e travesseiros;
  • lavar roupas de cama e cortinas regularmente;
  • evitar tapetes, carpetes e objetos que acumulam poeira;
  • utilizar aspirador de pó com filtro HEPA, seguido da limpeza com pano úmido;
  • evitar que animais de estimação permaneçam no quarto quando houver alergia aos pelos.

Especialistas também orientam evitar deixar ar-condicionado, umidificadores e vaporizadores ligados durante toda a noite, já que esses equipamentos podem favorecer a proliferação de fungos e ácaros quando não recebem manutenção adequada.

4. Produtos de limpeza

Produtos como água sanitária, amônia, desinfetantes concentrados e outros produtos com cheiro forte podem irritar as vias respiratórias.

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Em pessoas mais sensíveis, apenas a inalação dessas substâncias já pode desencadear tosse, chiado e falta de ar.

Sempre que possível, recomenda-se realizar a limpeza com boa ventilação e evitar misturar produtos químicos, prática que pode liberar gases ainda mais irritantes.

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5. Estresse e emoções intensas

As emoções também podem influenciar o controle da asma. Situações de estresse, ansiedade, nervosismo ou crises emocionais intensas podem favorecer o aparecimento dos sintomas respiratórios. Em alguns casos, pessoas que estavam há anos sem apresentar crises voltam a manifestá-las durante períodos de grande tensão.

Nas mulheres, alterações hormonais, como as que ocorrem durante a gravidez ou no período pré-menstrual, também podem interferir no controle da doença.

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6. Tabagismo, alergias e outros fatores

O cigarro é considerado um dos maiores inimigos de quem convive com a asma. Além de irritar diretamente as vias respiratórias, ele aumenta a inflamação pulmonar e dificulta o controle da doença.

Outros fatores também podem desencadear crises em algumas pessoas, como alergias alimentares; determinados medicamentos; mofo e fungos; poluição do ar; fumaça de queimadas; e perfumes e fragrâncias muito intensas.

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Quando as crises ocorrem com frequência sem uma causa aparente, a recomendação é procurar avaliação médica para investigar possíveis gatilhos específicos.

Como controlar a asma?

O tratamento da asma tem como objetivo reduzir a inflamação das vias respiratórias, aliviar os sintomas e prevenir novas crises.

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Entre os medicamentos mais utilizados estão os corticoides inalados, considerados a base do tratamento para controlar a inflamação dos pulmões. Em muitos casos, eles são associados a broncodilatadores de longa duração, que ajudam a manter as vias aéreas abertas.

Para pacientes com asma de origem alérgica, o médico também pode indicar a imunoterapia — conhecida popularmente como vacina para alergia. Embora seja um tratamento de longa duração e tenha custo elevado para parte da população, ele pode reduzir significativamente a sensibilidade aos agentes desencadeantes e proporcionar anos de controle da doença.

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Além do tratamento medicamentoso, identificar e evitar os gatilhos individuais continua sendo uma das estratégias mais importantes para reduzir o número de crises e preservar a qualidade de vida de quem convive com a asma.