Saúde

Esqueça o salmão: este peixe comum no Brasil é considerado o 'rei do ômega-3'

Estudo aponta que a cavalinha pode ter mais que o dobro de ômega-3 do que o salmão e ainda é mais acessível nos mercados brasileiros

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 07/03/2026 às 11:32

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Cavalinha chama atenção pela alta concentração de gorduras boas / Reprodução

Continua depois da publicidade

Quando o assunto é alimentação saudável e rica em ômega-3, o salmão costuma aparecer como a principal referência.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Porém, um peixe bastante comum nas feiras e mercados do Brasil pode superá-lo na quantidade desse nutriente essencial: a cavalinha (Scomber colias), também conhecida como cavala.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• 'Bacalhau brasileiro': peixe gigante transforma capital da brasileira em referência gastronômica

• Peixe português supera o salmão e é considerado o mais saudável do mundo, segundo estudo

• 'O salmão de água doce': Conheça o peixe que virou símbolo da culinária de Campos do Jordão

Além de ser mais acessível ao consumidor brasileiro, a cavalinha chama atenção pela alta concentração de gorduras boas, associadas à proteção do coração, ao funcionamento do cérebro e à redução de inflamações no organismo.

Mais ômega-3 que o salmão

Dados publicados na revista científica Nature Food indicam que a cavalinha pode conter cerca de 5.134 miligramas de ômega-3 a cada 100 gramas de carne.

Continua depois da publicidade

Veja também: Mais barata que o salmão, sardinha é rica em ômega-3 e faz bem à saúde

Para efeito de comparação, o salmão apresenta aproximadamente 2.260 miligramas na mesma porção. Ou seja, dependendo da espécie e da origem, a cavalinha pode oferecer mais que o dobro do nutriente.

Essa concentração elevada está ligada ao estilo de vida do peixe. A espécie se alimenta principalmente de plâncton e pequenos organismos marinhos, além de viver em águas frias — fatores que favorecem o acúmulo de gorduras consideradas benéficas.

Continua depois da publicidade

Outro ponto relevante é que, por ser um peixe de menor porte e ciclo de vida mais curto, a cavalinha tende a acumular menos metais pesados, como mercúrio, quando comparada a espécies maiores.

'Salmão falso': Entenda como a truta pode ganhar cor de salmão e confundir consumidores

Benefícios que vão além do ômega-3

O valor nutricional da cavalinha não se resume às gorduras boas. O peixe também é uma excelente fonte de proteínas de alto valor biológico, importantes para manutenção e construção muscular.

Continua depois da publicidade

Entre os nutrientes presentes, destacam-se:

  • Vitaminas do complexo B, como B6 e B12, importantes para o sistema nervoso
  • Vitamina D, essencial para saúde óssea e imunidade
  • Selênio, que atua como antioxidante
  • Fósforo e magnésio, ligados à saúde muscular e metabólica

Essa combinação faz do peixe uma opção nutritiva para quem busca uma alimentação equilibrada.

Um peixe mais acessível ao brasileiro

Outro fator que favorece o consumo da cavalinha é o preço. Diferentemente do salmão — frequentemente importado e mais caro — ela costuma ser encontrada com valores mais baixos em mercados, feiras e peixarias no Brasil.

Continua depois da publicidade

Por reunir alto valor nutricional, custo acessível e ampla disponibilidade, a cavalinha surge como uma alternativa interessante para quem deseja aumentar o consumo de peixes e reforçar a ingestão de ômega-3 no dia a dia.

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software