Especialista ensina a economizar álcool gel e afirma: ‘Solução externa’

Farmacêutica diz que detergente e sabão acabam sendo ainda mais eficazes do que o álcool para eliminar coronavírus

Disputado por toda a Baixada Santista após o início das medidas propostas pelos nove prefeitos da Região durante a segunda quinzena de março, o álcool gel se tornou um símbolo de proteção e prevenção frente ao surto de coronavírus enfrentado mundo afora. Mas apesar de ser uma medida extremamente eficaz contra a proliferação do vírus, existem outras soluções e até mesmo outros recursos que podem fazer com que o produto renda e dure mais nas casas da população em geral.

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Todo o processo de prevenção contra a pandemia inicia com o passo mais simples e recomendado por todas as autoridades: Fique em casa. Apesar disso, mesmo durante a quarentena, ainda é necessário ter atenção com a higiene não apenas pessoal, mas também dos próprios ambientes onde os moradores se encontram.

“Hoje no Brasil nós não temos kits de testes do coronavírus suficientes para todo mundo, então se você tem sintomas leves, não tem problemas respiratórios, não tem mais de 60 anos e não está no grupo de risco e você consegue se manter bem, não está debilitado, sem desmaios, conseguindo seguir com estes sintomas hidratado e descansando você fica em casa”, explica a farmacêutica Priscilla Gil.

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A recomendação vem devido ao fato de que uma eventual visita a hospitais ou outras unidades de saúde pode acarretar a um contágio ainda maior e pior caso a pessoa se desloque entre aglomerações em ambientes fechados.

Sabendo, entretanto, que é praticamente impossível se manter 24 horas dentro de casa e que as pessoas precisam ir a comércios, farmácias e outros estabelecimentos comerciais nesse meio tempo, a farmacêutica recomenda a higienização de tudo. E é aqui que o uso do álcool em gel pode ser administrado com mais cautela.

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“Como é que o álcool gel funciona? O álcool elimina uma barreira do vírus e isso faz com que ele não consiga se prender à sua célula: ‘Ah, então ele mata o vírus? ‘ Não, mas ele quebra uma barreira importante e ele não se liga ao seu organismo então teoricamente acaba por eliminar o próprio vírus. Só que você consegue fazer isso naturalmente com sabão, qualquer tipo. Detergente, sabão, sabonete, shampoo, sabonete em barra, líquido. Tudo que tem surfactante, que é uma classe, você consegue também destruir essa membrana do vírus e eliminar da sua vida sem o álcool”, explica.

Priscila destaca, entretanto, que não é qualquer tipo de gel que foi criado para agir desta forma e recomenda que, ao comprar o álcool, o consumidor esteja atento a algumas informações primordiais que se encontram no rótulo das garrafas.

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“Ele não pode ter 50GL, 60GL, tem que ser 70 porque ele tem esse efeito da quebra, ele tem 30% de água e 70% de álcool e essa porcentagem de água não permite que o álcool evapore rápido e ele tem o efeito requerido, mas torno a dizer que água e sabão têm um efeito ainda melhor, porque o detergente é mais eficaz”, explica.

Portanto, uma vez que o morador esteja dentro de casa, ele pode economizar o frasco de álcool em gel ao utilizar sabão, sabonete e detergentes para lavar as mãos e ter um efeito ainda mais eficaz do que o do álcool para se livrar do vírus que pode estar em seu corpo, mas e quanto à limpeza da casa?

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“Agora, para superfícies, você também não necessariamente precisa usar o álcool. A famosa cândida, após diluir uma tampinha em um litro de água e passar no chão, na maçaneta, e outras superfícies, também a descontamina. Até mesmo o desinfetante comprado em supermercado é melhor para estas situações. Você só tem que comprar o verdadeiro desinfetante, ele não pode ser um odorizador. Alguns deles são apenas para deixar o cheirinho na casa e outros são realmente para desinfetar, e é esse que precisamos compra: o verdadeiro. O álcool em gel serve apenas para momentos, situações, onde você não tem nenhuma outra opção. Se você está no transporte público, tocando em um local onde todo mundo está tocando, aí você saca e usa o álcool”, diz.

Após apontar que o álcool se trata realmente apenas de uma solução externa, a farmacêutica indica ainda que mesmo se a pessoa não possuir nenhum tipo de recurso e se encontrar em uma atividade em ambientes de aglomeração, ainda é possível realizar algum tipo de prevenção.

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“Mesmo sem o álcool em gel, ainda é possível se prevenir. Vamos dizer que você está em um transporte público e sem nada na mochila ou no bolso. Basta prestar bastante atenção onde você tocou e evitar levar a mão ao rosto, olhos, boca e nariz. Depois disso, ainda estando atento, você lava na primeira oportunidade que tiver. O álcool é uma solução externa, em casa, você não tem a menor necessidade dele”.

Além da higienização, Priscilla ainda aproveita a oportunidade para relembrar alguns pontos importantes que são cruciais para evitar uma possível contaminação.

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“Não usem máscaras. Se você não está doente, não adianta nada usar máscara porque ela não vai te proteger e mantenha um metro ou um metro e meio da pessoa que tem sintomas. O maior problema são as pessoas que são de fato assintomáticas. Há indivíduos de pessoas que não sentem nada, mas estão com o vírus e se recuperam sem nem ao menos saber que estão doentes. Geralmente são pessoas na faixa entre 18 e 35 anos, os mais ‘inquietados’, que querem sair o tempo inteiro, e é por isso que recomendamos ficar em casa”, finaliza.