Iniciada há menos de dez dias, a estação mais fria do ano pode ser a alegria do pessoal que odeia com todas as forças o mormaço e o suor que o verão traz desde o primeiro minuto do momento do ‘acordar’ a até a hora de tentar dormir, mas não é por isso que as pessoas devem se preocupar menos com a saúde e o bem-estar durante o inverno. E pensando nisso, um dos médicos mais conhecidos da Baixada Santista faz um alerta para que todo mundo fique atento a um mal que ataca justamente na hora em que as temperaturas caem: A incontinência urinária.
A incontinência urinária se trata de perda involuntária de urina. É um problema frequente que pode acometer homens e mulheres de todas as idades e apresentar variadas causas.
Além da questão médica, a incontinência urinária pode comprometer a qualidade de vida e a autoestima das pessoas.
Segundo o Dr. Fábio Atz Guino, urologista e proprietário do Atz Day Hospital, o clima tem uma relação direta a ponto de influenciar e afetar o sistema urinário.
“A bexiga é um órgão muscular que com o frio, sofre de estímulos de contração fazendo com que o desejo aumente. Durante o inverno o corpo produz menos transpiração e, devido às baixas temperaturas, o organismo trabalha mais acelerado, assim como o funcionamento dos rins, o que leva a produzir mais urina e a necessidade de eliminar com mais frequência a água do corpo”, explica o médico.
De maneira geral, essa condição atinge aproximadamente 5% da população mundial de todas as idades, acometendo com mais frequência mulheres e idosos, segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS). São 10 milhões de brasileiros com esta condição. Além da idade, outros fatores que aumentam o risco de apresentar incontinência urinária são: o diabetes, a obesidade e a presença de doenças neurológicas.
Segundo o médico, existem três formas principais da patologia. A primeira delas se trata da incontinência urinária de esforço, que é um tipo de perda urinária que ocorre quando a pessoa não tem força muscular pélvica para reter a urina. Sendo assim, as perdas urinárias serão desencadeadas por atividades como espirrar, tossir, rir, levantar pesos ou fazer algo que põe a bexiga sob pressão, ou estresse.
Ele também reforça a existência e os cuidados que devem ser tomados com a incontinência urinária de urgência, que se dá quando existe uma vontade tão forte e repentina de urinar que a pessoa não consegue chegar ao banheiro a tempo e pode ocorrer também quando há uma pequena quantidade de urina na bexiga. Por fim, existe a incontinência mista, que se dá quando as perdas urinárias ocorrem durante um esforço e também na presença de urgência.
Atz destaca que o tratamento da incontinência urinária por esforço pode ser realizado através de fisioterapia ou cirurgia.
“Ela acomete tanto o sexo masculino quanto feminino, pode acometer crianças, adultos e principalmente idosos nessa época do ano de temperaturas um pouco mais baixas. As incontinências urinárias se manifestam com pouco mais de frequência em virtude da sensibilidade da bexiga às temperaturas. O momento de procurar assistência médica é de acordo com o grau de incômodo que o paciente manifesta em qualquer uma das situações. Existem exames específicos para diagnosticar quais os principais tipos de incontinência e dar o devido tratamento de acordo com cada tipo de incontinência”, finaliza.
Atualmente, a cirurgia de Sling, em que se coloca um suporte para restabelecer e reforçar os ligamentos que sustentam a uretra e promover seu fechamento durante o esforço, é a técnica mais utilizada e a que produz melhores resultados. Para a incontinência urinária de urgência, o tratamento pode incluir orientações dietéticas e comportamentais, fisioterapia e uso de medicamentos para controlar as contrações involuntárias da bexiga.
