Doria diz que SP vacinará crianças com ou sem autorização de ministério

Mesmo sem o sinal verde do Ministério da Saúde, Doria diz confiar que o governo paulista terá as vacinas para iniciar a imunização no início de janeiro

Dória quer vacinas crianças no início de janeiro com ou sem consentimento do Ministério da Saúde

Dória quer vacinas crianças no início de janeiro com ou sem consentimento do Ministério da Saúde | Reprodução/ Folhapress

Com o modelo de cartão de vacinação contra a Covid-19 que será destinado ao público infantil pronto e já sendo impresso, o governador João Doria (PSDB) reforçou nesta terça-feira que o plano do Estado é iniciar a vacinação da faixa etária o mais rápido possível. “Com ou sem aprovação do Ministério da Saúde”, pontuou.

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Segundo o tucano, que desde o início da pandemia trava batalhas com o governo federal e com o Ministério da Saúde quando o assunto é vacina, a questão não é de “formalização”, mas de proteção à população.

Mesmo sem o sinal verde do ministério, Doria diz confiar que o governo paulista terá as vacinas para iniciar a imunização das crianças logo no início de janeiro.

“São Paulo vai fazer todos os esforços possíveis para aquisição da vacina para as crianças”, declarou o governador.

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Por enquanto, a vacina da Pfizer é a única que está autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para a vacinação de crianças. Contudo, o governador afirmou estar “gestionado” um pedido de uso emergencial da Coronavac para o grupo.

A imunização das crianças tem sido o mais novo palco de disputa entre o governo e os Estados. O presidente da República, Jair Bolsonaro, que é contra a imunização da faixa, não esconde sua insatisfação com o tema.

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Na segunda-feira (27), o presidente voltou a questionar a necessidade de se imunizar as crianças ao afirmar que as mortes por Covid-19 não justificam a adoção de uma vacina contra a doença. Na sequência, Bolsonaro também informou que não vai imunizar sua filha Laura, de 11 anos.

A declaração do presidente contraria a posição de técnicos do próprio Ministério da Saúde. A Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, vinculada à pasta, elaborou uma nota técnica em que reforça a segurança da aplicação das vacinas em crianças.

Após abrir uma consulta pública para avaliar a vacinação infantil contra covid-19 no País, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse na semana passada que o governo federal vai vacinar crianças de 5 a 11 anos, mas deve requisitar prescrição médica e a assinatura de termo de consentimento pelos pais. As exigências não existem em outros grupos que já tiveram a vacinação autorizada.