O quadro clÃnico geralmente se manifesta primeiro como gengivite / Freepik/zinkevych
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A doença periodontal se consolidou como a causa número um de perda dentária entre adultos em todo o mundo, atingindo a marca de 3,5 bilhões de pessoas afetadas globalmente.Â
O problema, que começa com uma inflamação aparentemente simples, destaca a importância de enxergar a saúde bucal como parte integrante da saúde geral do corpo.Â
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O quadro clÃnico geralmente se manifesta primeiro como gengivite e, se não houver a intervenção correta, progride para a periodontite, uma condição que destrói as estruturas de suporte dos dentes.
De acordo com o professor Giuseppe Romito, especialista em Periodontia da USP, a negligência diante dos sinais iniciais é o que permite a evolução para danos irreversÃveis.Â
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Ele alerta que entender essa progressão é o passo crucial para evitar complicações sérias, reforçando que a prevenção continua sendo a estratégia mais eficaz para quem deseja manter a dentição completa ao longo da vida.
O surgimento dessas patologias está diretamente ligado ao acúmulo da placa bacteriana, aquela pelÃcula pegajosa formada por resÃduos de alimentos e bactérias sobre a superfÃcie dos dentes.Â
Quando a higiene bucal é inadequada, esse equilÃbrio é rompido, desencadeando a inflamação.Â
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No estágio inicial, conhecido como gengivite, o problema afeta apenas os tecidos gengivais, provocando vermelhidão e inchaço. Segundo o professor Romito, essa fase ainda é reversÃvel e pode ser controlada com relativa facilidade por meio de cuidados profissionais e boa escovação.
O perigo real surge quando a inflamação não é tratada e evolui para a periodontite. Esta condição mais grave atinge os tecidos de suporte, incluindo o osso alveolar, que é o responsável direto pela fixação dos dentes na mandÃbula e na maxila.
Conforme explica o especialista da USP, a periodontite é marcada por uma resposta inflamatória agressiva e duradoura que, com o passar do tempo, leva à perda óssea e, consequentemente, à queda do dente.
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Certos perfis de pacientes apresentam maior suscetibilidade a desenvolver formas severas de periodontite.Â
O tabagismo e o diabetes, especialmente o tipo 2 quando não está sob controle, são fatores determinantes que alteram a resposta inflamatória do organismo e dificultam a cicatrização dos tecidos bucais.Â
Para esses grupos, o acompanhamento odontológico regular e a rigidez na limpeza diária são ainda mais crÃticos para evitar a perda óssea acelerada.
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A periodontite não tratada gera impactos que vão muito além da estética ou da funcionalidade da mastigação, podendo causar retração da gengiva e mobilidade dentária.Â
Há evidências cientÃficas de que a doença periodontal possui associações com problemas cardiovasculares, complicações na gravidez e o agravamento do diabetes descompensado. O professor Romito lamenta que perder dentes por inflamações gengivais ainda seja algo comum e ressalta que muitos pacientes demoram a buscar ajuda especializada.
Para evitar danos graves, a recomendação é transformar a escovação correta em um hábito inegociável e manter as visitas ao dentista em dia. O diagnóstico precoce é vital não apenas para salvar o sorriso, mas para proteger a saúde de todo o organismo.
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