Entenda por que nenhum sangramento deve ser tratado apenas como hemorroida ou cólica / Reprodução/Wikipédia
Continua depois da publicidade
O câncer de intestino é o segundo tipo mais mortal na Austrália. Um em cada 16 australianos será diagnosticado durante a vida, e mais de 5.200 pessoas morrem por ano por conta da doença.
No Brasil, é o segundo mais frequente no aparelho digestivo e o terceiro que mais mata, segundo o INCA. Personalidades como a cantora Preta Gil, que morreu aos 50 anos, Simony, Pelé e Roberto Dinamite sofreram com a doença.
Continua depois da publicidade
Apesar de sua prevalência, o câncer de intestino ainda é amplamente incompreendido. Muitos acreditam que a doença afeta apenas pessoas acima de 50 anos e com histórico familiar, mas o cenário é mais complexo. Na Austrália, por exemplo, aproximadamente 12% dos diagnosticados a cada ano têm menos de 50 anos
O professor associado Graham Newstead, da Bowel Cancer Australia, lista os principais sintomas como:
Continua depois da publicidade
Em entrevista, Newstead explica que os casos em pessoas com menos de 50 anos têm aumentado nos últimos 20 anos, estima-se que, nas últimas três décadas, o surgimento da doença antes dos 50 anos subiu cerca de 45%.
Em geral, os sintomas não diferem entre os sexos. No entanto, especialistas observam que algumas mulheres, especialmente na perimenopausa ou com ciclos irregulares, podem confundir sangramento ou cólicas com a menstruação, atrasando a consulta médica. O mesmo se aplica a gestantes.
O importante é que nenhum sangramento deve ser presumido como hemorroida, sob o risco de que quadros mais graves sejam negligenciados.
Continua depois da publicidade
Além disso, as mulheres precisam estar atentas a qualquer sintoma incomum e relatar ao médico alterações que persistam por algumas semanas. Devido à rotina intensa, muitos desses sinais acabam sendo ignorados por esse público ou erroneamente atribuídos à perimenopausa.
O câncer colorretal se desenvolve no intestino grosso. A forma mais comum é o adenocarcinoma, que geralmente começa a partir de um pólipo adenomatoso. A transformação pode levar de cinco a dez anos, o que abre uma janela para prevenção.
Cerca de 10% dos casos em pessoas com mais de 50 anos têm origem hereditária, mas os genes podem justificar até 25% dos casos de “início precoce”. Os principais fatores de risco modificáveis são:
Continua depois da publicidade
O diagnóstico é feito por exames como pesquisa de sangue oculto nas fezes e colonoscopia. Quando detectado precocemente, a taxa de sucesso no tratamento chega a quase 99%, com a cirurgia como principal abordagem. Em estágios avançados, são necessários radioterapia ou quimioterapia.
Diferente da Austrália, que oferece rastreamento gratuito à população, o Brasil ainda não conta com um programa nacional estruturado. O melhor jeito é por meio de testes de rastreio que estão disponíveis em farmácias.
Os dados da Bowel Cancer Australia mostram que quase 99% dos casos de câncer de intestino podem ser tratados com sucesso se detectados precocemente.
Continua depois da publicidade
“Quanto mais cedo for detectado, mais fácil será o tratamento”, diz Broun. “O principal tratamento para o câncer de intestino em estágio inicial é a cirurgia.”
Já os estágios mais avançados exigem tratamentos adicionais, como radioterapia ou quimioterapia, que variam de pessoa para pessoa.