Saúde
Parlamentar sugere vacinação gradual para grupos prioritários após Ministério da Saúde alegar falta de orçamento para cobertura total
Deputada quer que Governo Federal inclua o imunizante contra a doença no Programa Nacional de Imunizações (PNI) / Divulgação
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O avanço da Herpes-Zóster no Brasil acendeu um alerta no Congresso Nacional. A deputada federal Rosana Valle (PL-SP) protocolou um Projeto de Lei (PL) que obriga o governo federal a incluir o imunizante contra a doença no Programa Nacional de Imunizações (PNI).
A proposta surge em um momento de tensão: enquanto o número de diagnósticos dispara, a União afirma não possuir recursos financeiros para a oferta gratuita no Sistema Único de Saúde (SUS).
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Recentemente, o Ministério da Saúde negou a incorporação da vacina, justificando que o custo para atingir o público-alvo seria de aproximadamente R$ 50 bilhões. A pasta alegou que o valor unitário da dose é elevado e que a produção, concentrada em uma única fabricante, é limitada.
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Atualmente, a vacina está restrita à rede privada. O esquema vacinal completo exige duas doses, com preços que variam entre R$ 700 e R$ 950 cada, tornando o acesso inviável para grande parte da população.
A deputada Rosana Valle rebate o argumento do governo, sugerindo uma implementação escalonada: “Nem toda política pública de saúde precisa começar de forma ampla. É possível adotar estratégias graduais, com foco nos grupos que mais sofrem, como idosos e imunossuprimidos. Começa aos poucos, sem ignorar os limites do orçamento, mas começa”, defende a parlamentar.
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A preocupação da parlamentar é sustentada por dados da Rede Nacional de Dados em Saúde (RNDS). O Brasil enfrenta uma escalada significativa da enfermidade:
2023: Mais de 120 mil casos registrados.
2024-2026: Surtos identificados em diversos estados, com maior incidência em São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.
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Internações: Mais de 4 mil hospitalizações nos últimos dois anos em decorrência de complicações da doença.
Popularmente chamada de "cobreiro", a doença é causada pela reativação do vírus varicela-zoster — o mesmo responsável pela catapora. O vírus permanece latente no organismo e pode "despertar" em momentos de queda na imunidade.
Sintomas: Erupções cutâneas dolorosas e neuralgia pós-herpética (dor crônica persistente).
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Riscos: Em casos graves, pode levar à morte, especialmente em idosos e indivíduos imunocomprometidos.
Para a deputada, a omissão do governo sobrecarrega o sistema público com atendimentos ambulatoriais e internações que poderiam ser evitados com a prevenção.
“Cerca de 95% dos adultos já foram expostos ao vírus. O cenário é agravado pelo envelhecimento da população, que fica sem proteção e sem opção”, conclui Valle.
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