Cientistas descobrem que o vírus do resfriado comum pode permanecer ativo no organismo por muito tempo / Pexels
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Você já reparou como o nariz das crianças começa a escorrer poucos dias depois do início das aulas? Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo trouxe uma explicação que pode mudar a forma como entendemos os resfriados infantis.
A pesquisa, que analisou centenas de voluntários, aponta que o rinovírus, principal causador do resfriado comum, pode permanecer “escondido” no organismo mesmo após o fim dos sintomas.
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Segundo os cientistas, o vírus não provoca apenas uma infecção passageira.
Ele consegue penetrar profundamente nos tecidos das amígdalas e infectar linfócitos, células importantes do sistema imunológico.
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O mais curioso é que ele não destrói essas células.
Veja também: Acorda com dor de garganta? O sintoma após os 50 anos pode não ser só um resfriado.
Em vez disso, permanece ali de forma silenciosa, como uma espécie de hóspede discreto, aguardando condições favoráveis para se manifestar novamente.
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Um comportamento semelhante ao observado em vírus como o herpes. Isso ajuda a explicar por que, em ambientes escolares, o ciclo de espirros e tosses parece nunca ter fim.
O pesquisador Eurico de Arruda Neto, coordenador do estudo, compara esses tecidos a uma “horta de vírus”.
A presença contínua do rinovírus pode manter a memória imunológica ativa, contribuindo para a defesa do organismo.
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Inflamações persistentes
Impacto em diagnósticos laboratoriais
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Risco de complicações como chiado no peito e crises de asma
O estudo indica que muitas transmissões nas escolas podem ocorrer a partir de crianças aparentemente saudáveis.
Mesmo sem sintomas evidentes, elas podem carregar e disseminar o vírus.
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Para crianças com imunidade mais baixa, há o risco de reativação de um vírus que já estava instalado no organismo.