Saúde

Crianças podem espalhar resfriado mesmo sem sintomas, alerta estudo

Pesquisa da USP revela que amígdalas servem de reservatório para o rinovírus em crianças

Agência Diário

Publicado em 07/03/2026 às 21:41

Atualizado em 07/03/2026 às 21:49

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Cientistas descobrem que o vírus do resfriado comum pode permanecer ativo no organismo por muito tempo / Pexels

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Você já reparou como o nariz das crianças começa a escorrer poucos dias depois do início das aulas? Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de São Paulo trouxe uma explicação que pode mudar a forma como entendemos os resfriados infantis.

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A pesquisa, que analisou centenas de voluntários, aponta que o rinovírus, principal causador do resfriado comum, pode permanecer “escondido” no organismo mesmo após o fim dos sintomas.

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Quando a criança fica resfriada, descanso e hidratação costumam ser os primeiros cuidados recomendados / Pixabay
Quando a criança fica resfriada, descanso e hidratação costumam ser os primeiros cuidados recomendados / Pixabay
Sintomas de resfriado em crianças pedem atenção, paciência e, se necessário, orientação médica / Pixabay
Sintomas de resfriado em crianças pedem atenção, paciência e, se necessário, orientação médica / Pixabay
Nariz escorrendo e espirros fazem parte do resfriado infantil e geralmente melhoram com cuidados simples / Pixabay
Nariz escorrendo e espirros fazem parte do resfriado infantil e geralmente melhoram com cuidados simples / Pixabay
Ambiente arejado, líquidos e repouso ajudam a aliviar o desconforto do resfriado nas crianças / Pixabay
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O carinho e o afeto também são importantes / Pixabay
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Um pouquinho de atenção extra, ou mimo, complementa perfeitamente o tratamento / Pixabay
Um pouquinho de atenção extra, ou mimo, complementa perfeitamente o tratamento / Pixabay

O rinovírus não vai embora tão rápido

Segundo os cientistas, o vírus não provoca apenas uma infecção passageira.

Ele consegue penetrar profundamente nos tecidos das amígdalas e infectar linfócitos, células importantes do sistema imunológico.

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O mais curioso é que ele não destrói essas células.

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Em vez disso, permanece ali de forma silenciosa, como uma espécie de hóspede discreto, aguardando condições favoráveis para se manifestar novamente.

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Um comportamento semelhante ao observado em vírus como o herpes. Isso ajuda a explicar por que, em ambientes escolares, o ciclo de espirros e tosses parece nunca ter fim.

Um “depósito” de vírus no organismo

O pesquisador Eurico de Arruda Neto, coordenador do estudo, compara esses tecidos a uma “horta de vírus”.

A presença contínua do rinovírus pode manter a memória imunológica ativa, contribuindo para a defesa do organismo.

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Mas há efeitos colaterais possíveis:

  • Inflamações persistentes

  • Impacto em diagnósticos laboratoriais

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  • Risco de complicações como chiado no peito e crises de asma

  • Possível envolvimento em quadros de otite

O que isso muda na prática?

O estudo indica que muitas transmissões nas escolas podem ocorrer a partir de crianças aparentemente saudáveis.

Mesmo sem sintomas evidentes, elas podem carregar e disseminar o vírus.

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Para crianças com imunidade mais baixa, há o risco de reativação de um vírus que já estava instalado no organismo.

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