O navio de passageiros MSC Fantasia, de origem italiana, está atracado desde as 17h30 da última sexta-feira (23) no Porto de Santos com um caso a bordo de uma criança com suspeita de sarampo. Ainda não há informações se a doença foi contraída antes do embarque e só se manifestado durante a viagem ou adquirida no próprio navio, que veio do Rio de Janeiro.
De qualquer forma, a situação foi descoberta no Porto de Santos, onde a Vigilância Sanitária e autoridades municipais já se encontram para controlar a situação.
A embarcação possui 1.271 tripulantes e 2.275 passageiros desembarcando em Santos. Segundo informações, a Administração Portuária do Rio deveria ter iniciado os procedimentos de segurança na última quinta-feira (22), pois foi o primeiro porto de atracação do navio.
Desde as primeiras horas da manhã deste sábado, técnicos da Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Secretaria de Saúde de Santos estão no terminal para examinar a cabine e as áreas do navio em que a criança possa ter circulado.
A frente da Secretaria de Saúde está Marcelo Brenna, chefe do Departamento em Saúde, em substituição da titular Ana Paula Valeiras. Ele deverá passar mais informações nas próximas horas.
A empresa nega que possa haver um surto da doença dentro da embarcação e revelou que a equipe médica do navio prestou atendimento a uma família, cuja criança de um ano e meio apresentou sintomas de uma potencial infecção.
Também informou que está examinando outros passageiros próximos da cabine da família, que, conforme a MSC, foi isolada e higienizada duas vezes ao dia, conforme recomendações de segurança sanitária.
O sarampo é uma doença infectocontagiosa causada por um vírus chamado Morbillivirus.
A enfermidade é uma das principais responsáveis pela mortalidade infantil em países subdesenvolvidos. Seus sintomas incluem febre e manchas no corpo e o tratamento é feito para atenuar estes sintomas.
Altamente contagioso, o sarampo é propagado por meio das secreções mucosas (como a saliva, por exemplo) de indivíduos doentes para outros não-imunizados. O período de incubação dura em média 10 dias, mas pode variar de 7 a 18 dias. Isto significa que esta é a média de tempo desde a data da exposição ao vírus até o aparecimento dos sintomas.
A transmissão é diretamente de pessoa a pessoa, por meio das secreções do nariz e da boca expelidas pelo doente ao tossir, respirar ou falar. Por isso, quem reconhece os sintomas do sarampo precisa se consultar com um médico. Se a doença for confirmada, deve evitar o contato com pessoas não infectadas.
Ficar em locais fechados junto com uma pessoa doente facilita a transmissão do vírus do sarampo.
As vacinas para o sarampo são dadas na infância, e isso fez com que, em 2016, o Brasil tenha recebido da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) o certificado de eliminação da circulação do vírus do sarampo.
No entanto, em 2018 o país enfrenta dois surtos de sarampo, em Roraima e Amazonas, com mais de mil casos confirmados.
Não há uma causa específica para o Sarampo. O vírus ainda circula por não ter uma população completamente imune.
Os surtos de sarampo ocorrem devido a fluxos de pessoas suscetíveis ao sarampo, ou seja, que não foram vacinadas, e também à diminuição da cobertura vacinal nos últimos anos.



