Confusão mental em idosos pode ser confundida com Alzheimer

O Alzheimer é um dos maiores receios de quem entra na terceira idade ou de familiares que acompanham algum idoso com lapsos de memória. No entanto, a confusão mental e os déficits cognitivos nos mais velhos podem ter outras causas, muitas delas fáceis de serem tratadas e totalmente reversíveis, segundo o neurologista Diogo Haddad.

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Ele explica que o Alzheimer não surge do dia para a noite e que uma mudança repentina no comportamento ou na capacidade de raciocínio de uma pessoa idosa deve ser investigada com cuidado. “Em todas as idades, mas em especial após os 60, é importante estar atento a qualquer alteração neurológica e procurar um especialista diante de um sinal de alteração mental. O Alzheimer é uma doença que assusta e que tem afetado um número cada vez maior de pessoas, mas antes de chegar a esse diagnóstico é fundamental descartar outras possíveis causas”, diz o profissional.

Na terceira idade, quadros de infecção em diferentes partes do corpo podem ter como consequência um episódio de confusão mental e mudanças de comportamento. O quadro pode ser desencadeado por uma simples infecção urinária ou de pele que não apresentou outros sintomas e está silenciosamente afetando o organismo. Ele também destaca que infecções tardias como sífilis podem afetar a cognição e serem confundidas com doenças neurodegenerativas.

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A desidratação é outro problema comum nos idosos. Isso acontece por diminuição na sensação de sede, maior dificuldade do organismo para absorver água, além de possíveis efeitos de diferentes medicações. Quando a pessoa chega a um quadro grave de desidratação, pode repentinamente passar a manifestar sinais neurológicos de desorientação mental.

O neurologista explica que o cérebro é um dos órgãos mais afetados pela falta de água no organismo, levando ao mau funcionamento de funções como raciocínio e memória. Quando o idoso encontra-se nesse estado, deve-se procurar ajuda profissional para repor não apenas líquidos, mas todos os nutrientes necessários para sua recuperação.

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Além disso, a hipoglicemia (falta de açúcar) também causa confusão mental. “O cérebro consome alta carga de energia e de glicose para seu funcionamento correto” conta Haddad. Isso pode levar a perdas cognitivas temporárias e o problema pode ser agravado pela falta de controle da diabetes, doença crônica que atinge milhões de pessoas no país, em especial aqueles com mais de 65 anos.

AVC

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Apesar de mais rara, uma confusão mental repentina também pode ser sinal de um Acidente Vascular Cerebral (AVC), conhecido popularmente como derrame. Haddad explica que o AVC pode acontecer de duas formas: pelo bloqueio de um vaso, que impede ou reduz a irrigação de sangue em áreas do cérebro (AVC Isquêmico), ou pelo o rompimento de vasos e consequente hemorragia local (AVC Hemorrágico).

“Em ambos os casos o atendimento precoce é fundamental, pois quanto menor o tempo para o atendimento menor a chance de danos irreversíveis ou risco de morte deste paciente”, diz o neurologista. Por isso, é fundamental procurar um Pronto-Socorro imediatamente.

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Entre outros sintomas do AVC estão sensação de formigamento ou perda de força em um dos lados do corpo, dificuldade para caminhar e fala enrolada.

HIPOVITAMINOSES

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Dentro do rastreio de causas reversíveis demenciais também é importante analisar se há déficit de Vitamina B12 e ácido fólico. Tais condições podem acontecer tanto pela carência no consumo quanto por dificuldades em absorção.