COVID-19

Com quase 3 anos de pandemia, Baixada deve terminar com mais mortes que países inteiros

Mesmo com números de casos extremamente inferiores, as nove cidades do litoral paulista despontam com mais mortes do que nações que tiveram 7 vezes mais casos em algumas comparações

LG Rodrigues

Publicado em 01/10/2022 às 07:00

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O que chama atenção, entretanto, se dá ao comparar que a Baixada Santista, com 221.299 casos e 8.456 mortes, está à frente de países como a Irlanda, que teve 1.6 milhões de exames positivos para a patologia e 7.922 óbitos / Bruno Rocha/Fotoarena/Folhapress

Localizada no Estado brasileiro que mais registrou mortes e casos por Covid-19, a região metropolitana da Baixada Santista deve fechar seus números de óbitos com marcas superiores às de países inteiros, o que inclui nações europeias e americanas vizinhas a grandes focos da patologia. Mesmo com números de casos extremamente inferiores, as nove cidades do litoral paulista despontam com mais mortes do que nações que tiveram 7 vezes mais casos em algumas comparações.

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Quase 33 meses após o início da pandemia de Covid-19, que teve seu primeiro caso registrado na província de Wuhan, na China, em dezembro de 2019, a Baixada Santista possui, somados os dados das nove cidades que podem ser encontrados no portal da Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados), 221.299 casos confirmados de coronavírus e 8.456 mortes pela mesma doença.

Os números divulgados pelo órgão ligado ao Governo do Estado de São Paulo indicam que Santos, São Vicente, Praia Grande, Guarujá, Cubatão, Itanhaém, Mongaguá, Bertioga e Peruíbe tiveram mais exames positivos de casos de Covid-19 do que parte razoável dos países encontrados na lista da Organização Mundial de Saúde (OMS).

Para se colocar em perspectiva, se a Baixada Santista fosse tratada pela instituição como uma nação, ela se encontraria na 111ª posição quando se trata de casos, ficando à frente de países como Islândia, El Salvador, Laos, Afeganistão, Trinidad e Tobago e uma dezena de outras nações que tiveram 220 mil casos de Covid-19 ou menos.

Ao se tratar de mortes, em contrapartida, a Região inteira saltaria mais de 30 posições, passando a ocupar a 73ª colocação. O que chama atenção, entretanto, se dá ao comparar que a Baixada Santista, com 221.299 casos e 8.456 mortes, está à frente de países como a Irlanda, que teve 1.6 milhões de exames positivos para a patologia e 7.922 óbitos, quase 550 mortes a menos.

Com estatísticas similares às da Baixada, o Afeganistão apresentou à OMS documentos que apontam que o país localizado na parte central da Ásia teve 199 mil casos e 7.798 mortes. Já ao se comparar a realidade da Região com a de outros países sulamericanos, o Uruguai também fica atrás quando se trata de mortes por Covid-19, foram 7.485 ao todo, enquanto registrou 985 mil casos da doença, mais de quatro vezes do que o total do litoral paulista indicado anteriormente.

Analisando as nações que ficam nas posições superiores à Baixada Santista, é possível encontrar Panamá, que registrou 8.497 mortes e 987 mil casos, e Cuba, com 8.530 óbitos e 1.1 milhão de pessoas infectadas. A Armênia vem logo em seguida, com 8.643 óbitos, um pouco acima da Baixada, mas com o dobro de casos, 443 mil, ao todo.

GEOGRAFIA.
Quando se leva em consideração a densidade geográfica de uma região, a Baixada Santista conta com 2.419 km² de dimensões e aproximadamente 1.8 milhão de habitantes. Seguindo com uma confrontação sulamericana de estatísticas, a Região pode ser comparada com a capital do Uruguai, Montedivéu, que tem 1.3 milhão de pessoas vivendo na cidade, mas dividindo 201 km², o que significa 715 habitantes por km² entre as 9 cidades do litoral paulista contra 6.726 pessoas por km² na metrópole uruguaia.

Os números mais uma vez agem contra as cidades praianas, que tiveram mais de 7 mil óbitos a mais do que Montevidéu (foram 1.050 mortes ao todo, segundo o departamento de saúde local) apesar da densidade populacional no município uruguaio ser vastamente superior.

Todas as estatísticas encontradas nesta matéria acompanham dados divulgados até a última quarta-feira (28).

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