Saúde

Cientistas testam 'pâncreas artificial' que pode ajudar diabéticos e aposentar a insulina

Este implante com células vivas monitora a glicose e libera insulina automaticamente, sem bombas externas ou ação do paciente

Giovanna Camiotto

Publicado em 05/02/2026 às 08:00

Atualizado em 05/02/2026 às 10:33

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Quando não tratada da melhor maneira, são muitos os danos que a diabetes pode trazer / Tesa Robbins por Pixabay

Continua depois da publicidade

Os pesquisadores de Israel e dos Estados Unidos desenvolveram um pâncreas artificial com células vivas que seria capaz de regular automaticamente os níveis de açúcar no sangue. A inovação, anunciada pelo Instituto de Tecnologia de Israel (Technion) e publicada na revista Science Translational Medicine, pode representar um avanço decisivo no tratamento do diabetes.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

O implante funcionaria como uma “farmácia viva” integrada ao corpo. Ele monitora continuamente a glicemia e produz, em tempo real, a quantidade exata de insulina necessária, sem depender de bombas externas, sensores visíveis ou intervenções diárias do paciente.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Pesquisa de duas décadas aponta a melhor proteção contra diabetes e hipertensão

• Aftas, gengiva sensível e mau hálito: quando a boca alerta para o diabetes

• Saiba interpretar exames de açúcar no sangue e prevenir o diabetes

Um dos maiores desafios desse tipo de tecnologia sempre foi a rejeição pelo sistema imunológico. Para superar o problema, os cientistas desenvolveram um chamado “escudo cristalino”, uma estrutura protetora que impede o ataque imunológico e permite que o implante funcione por longos períodos de forma estável.

Implante com células vivas monitora a glicose e libera insulina automaticamente dentro do corpo/Pexels
Implante com células vivas monitora a glicose e libera insulina automaticamente dentro do corpo/Pexels
Tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores de Israel e dos Estados Unidos e publicada em revista científica/Pexels
Tecnologia foi desenvolvida por pesquisadores de Israel e dos Estados Unidos e publicada em revista científica/Pexels
Estrutura protetora impede que o sistema imunológico ataque o pâncreas artificial/Pexels
Estrutura protetora impede que o sistema imunológico ataque o pâncreas artificial/Pexels
Estrutura protetora impede que o sistema imunológico ataque o pâncreas artificial/Pexels
Estrutura protetora impede que o sistema imunológico ataque o pâncreas artificial/Pexels
Testes em animais mostraram controle estável da glicemia por longos períodos/Pexels
Testes em animais mostraram controle estável da glicemia por longos períodos/Pexels

Nos testes realizados até agora, o pâncreas artificial conseguiu manter o controle glicêmico por períodos prolongados em ratos e apresentou resultados positivos também em primatas não humanos, segundo os pesquisadores.

Continua depois da publicidade

Embora o foco inicial seja o diabetes, a equipe afirma que a plataforma pode ser adaptada para outras doenças crônicas. Com ajustes celulares, o implante poderia produzir proteínas específicas para tratar condições como hemofilia e outras doenças genéticas ou metabólicas.

Caso os resultados se confirmem em testes clínicos com humanos, a tecnologia pode inaugurar uma nova fase da medicina, substituindo tratamentos contínuos e manuais por terapias vivas, capazes de se autorregular dentro do organismo.

TAGS :

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software