'Caranguejo do Diabo' é altamente venenoso e não tem antídoto / Wikimedia Commons
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A morte de uma influenciadora de gastronomia, de 51 anos, chocou a comunidade de Puerto Princesa, nas Filipinas, e acendeu um alerta global sobre o consumo de espécies marinhas desconhecidas. A mulher, que era uma pescadora experiente, faleceu no último dia 6 de fevereiro após consumir o temido "caranguejo-do-diabo" (Zosimus aeneus) durante a gravação de um vídeo para suas redes sociais.
O caso, que ganhou repercussão internacional na última quinta-feira (12), revela o perigo invisível por trás de animais com colorações vibrantes. As imagens divulgadas pela imprensa local mostram a influenciadora e amigos coletando mariscos em um manguezal no dia 4 de fevereiro.
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No registro, a influencer aparece cozinhando os crustáceos com leite de coco e provando iguarias marinhas. No entanto, o que parecia ser uma demonstração culinária rotineira tornou-se fatal. No dia seguinte, ela sofreu convulsões severas e foi hospitalizada às pressas. Exames de sangue confirmaram a presença de neurotoxinas letais que paralisaram seu sistema nervoso.
O caranguejo-do-diabo é uma espécie de recife de coral que acumula tetrodotoxina e saxitoxina em sua carne e carapaça, as mesmas substâncias encontradas no peixe-baiacu.
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"Isso é muito triste, porque eles deveriam saber. Ela e o marido vivem do mar e conhecem esse caranguejo perigoso", lamentou um chefe da vila local, que encontrou as conchas do animal no lixo da residência.
Diferente de outros alimentos, a toxicidade do Zosimus aeneus apresenta riscos específicos:
Bioacumulação: O animal armazena veneno ao se alimentar de algas e bactérias tóxicas.
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Resistência Térmica: As neurotoxinas não são eliminadas pelo cozimento, permanecendo ativas mesmo após horas de fervura.
Sinal de Alerta: Suas manchas marrons e avermelhadas servem como um aviso da natureza sobre sua alta periculosidade.
As autoridades de saúde das Filipinas agora monitoram os amigos da vítima que também participaram da refeição. Este não é um caso isolado na província: em outubro do ano passado, um pescador de 54 anos também morreu após ingerir a mesma espécie.
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O alerta permanece para que moradores e turistas evitem o consumo de qualquer crustáceo com padrões de cores exóticos e manchas bem definidas, priorizando a segurança alimentar sobre o exotismo gastronômico.