Saúde

Caneta emagrecedora leva musa de escola de samba ao hospital às vésperas do Carnaval

Izadora Morais relatou alterações no fígado e suspeita de complicação vascular; por orientação médica, está fora do desfile

Luana Fernandes Domingos

Publicado em 12/02/2026 às 17:17

Atualizado em 12/02/2026 às 17:20

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Izadora Morais relatou alterações no fígado e suspeita de complicação vascular / Divulgação

Continua depois da publicidade

A musa da Colorado do Brás, Izadora Morais, anunciou que não participará do Carnaval 2026 após ser internada com sintomas adversos relacionados ao uso do medicamento Mounjaro, indicado para controle de peso.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Segundo relato publicado por ela nas redes sociais, o quadro incluiu alterações preocupantes no fígado e suspeita de complicação vascular que poderia evoluir para embolia.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• Anvisa proíbe e manda recolher as 'canetas emagrecedoras do Paraguai'

• Em meio à febre do Mounjaro, famoso perde 20 kg com método simples e saudável

• Anvisa proíbe venda de 'Mounjaro Natural' e acende alerta vermelho para consumidores

Por orientação médica, a musa está em repouso absoluto e foi afastada do desfile no Sambódromo do Anhembi, onde a escola será a segunda a se apresentar pelo Grupo Especial de São Paulo.

Veja também: Anvisa alerta para riscos de pancreatite com uso indevido de canetas emagrecedoras

Continua depois da publicidade

Izadora contou que utilizava o medicamento à base de tirzepatida com objetivo de emagrecimento e afirmou ter perdido cerca de 9 quilos.

Ela também aproveitou o episódio para refletir sobre a pressão estética enfrentada por mulheres, especialmente no período pré-Carnaval. “Nada disso vale a nossa saúde”, declarou.

O que aconteceu

De acordo com a musa, os primeiros sintomas surgiram logo após o início do uso da caneta emagrecedora. Ela relatou dores, inchaço e manchas na pele.

Continua depois da publicidade

Com a evolução do quadro, médicos passaram a investigar possíveis complicações mais graves, incluindo alterações hepáticas e risco vascular. A suspeita de embolia levou à recomendação de afastamento imediato das atividades.

Veja também: Anvisa proíbe e manda recolher as 'canetas emagrecedoras do Paraguai'

Apesar de se identificar com o enredo da escola para 2026 — “A Bruxa está Solta – Senhoras do Saber Renascem na Colorado” — Izadora afirmou que a pressão para perder peso influenciou sua decisão de recorrer ao medicamento.

Continua depois da publicidade

O que é o Mounjaro

O Mounjaro é o nome comercial da tirzepatida, medicamento originalmente indicado para tratamento do diabetes tipo 2 e que passou a ser utilizado também para controle de peso em pacientes com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades.

De acordo com a bula disponível no Bulário da Anvisa, os efeitos adversos mais comuns incluem:

  • náuseas e vômitos
  • diarreia
  • hipoglicemia
  • desconfortos gastrointestinais
  • hipotensão (pressão baixa)

Entre as complicações mais graves descritas está a pancreatite aguda, embora seja considerada rara.

Continua depois da publicidade

Há risco de trombose ou embolia?

Até o momento, trombose e embolia não constam como efeitos adversos reconhecidos na bula do medicamento.

Existem relatos isolados na literatura médica, mas ainda não há evidências robustas que comprovem aumento direto do risco de formação de coágulos associados à tirzepatida.

A própria bula alerta que, por se tratar de medicamento relativamente novo, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou ainda não totalmente conhecidos. Casos suspeitos devem ser notificados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para investigação.

Continua depois da publicidade

Para quem o medicamento é indicado

O Mounjaro é indicado para:

  • Pessoas com IMC acima de 30 (obesidade);
  • Pessoas com IMC acima de 27 (sobrepeso) que apresentem comorbidades, como hipertensão, dislipidemia, apneia do sono, doença cardiovascular, pré-diabetes ou diabetes tipo 2.

O caso reacende o debate sobre o uso de medicamentos para emagrecimento sem acompanhamento rigoroso e sobre a pressão estética enfrentada por mulheres em ambientes de grande exposição, como o Carnaval.

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software