Saúde
Izadora Morais relatou alterações no fígado e suspeita de complicação vascular; por orientação médica, está fora do desfile
Izadora Morais relatou alterações no fígado e suspeita de complicação vascular / Divulgação
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A musa da Colorado do Brás, Izadora Morais, anunciou que não participará do Carnaval 2026 após ser internada com sintomas adversos relacionados ao uso do medicamento Mounjaro, indicado para controle de peso.
Segundo relato publicado por ela nas redes sociais, o quadro incluiu alterações preocupantes no fígado e suspeita de complicação vascular que poderia evoluir para embolia.
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Por orientação médica, a musa está em repouso absoluto e foi afastada do desfile no Sambódromo do Anhembi, onde a escola será a segunda a se apresentar pelo Grupo Especial de São Paulo.
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Izadora contou que utilizava o medicamento à base de tirzepatida com objetivo de emagrecimento e afirmou ter perdido cerca de 9 quilos.
Ela também aproveitou o episódio para refletir sobre a pressão estética enfrentada por mulheres, especialmente no período pré-Carnaval. “Nada disso vale a nossa saúde”, declarou.
De acordo com a musa, os primeiros sintomas surgiram logo após o início do uso da caneta emagrecedora. Ela relatou dores, inchaço e manchas na pele.
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Com a evolução do quadro, médicos passaram a investigar possíveis complicações mais graves, incluindo alterações hepáticas e risco vascular. A suspeita de embolia levou à recomendação de afastamento imediato das atividades.
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Apesar de se identificar com o enredo da escola para 2026 — “A Bruxa está Solta – Senhoras do Saber Renascem na Colorado” — Izadora afirmou que a pressão para perder peso influenciou sua decisão de recorrer ao medicamento.
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O Mounjaro é o nome comercial da tirzepatida, medicamento originalmente indicado para tratamento do diabetes tipo 2 e que passou a ser utilizado também para controle de peso em pacientes com obesidade ou sobrepeso associado a comorbidades.
De acordo com a bula disponível no Bulário da Anvisa, os efeitos adversos mais comuns incluem:
Entre as complicações mais graves descritas está a pancreatite aguda, embora seja considerada rara.
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Até o momento, trombose e embolia não constam como efeitos adversos reconhecidos na bula do medicamento.
Existem relatos isolados na literatura médica, mas ainda não há evidências robustas que comprovem aumento direto do risco de formação de coágulos associados à tirzepatida.
A própria bula alerta que, por se tratar de medicamento relativamente novo, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou ainda não totalmente conhecidos. Casos suspeitos devem ser notificados à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para investigação.
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O Mounjaro é indicado para:
O caso reacende o debate sobre o uso de medicamentos para emagrecimento sem acompanhamento rigoroso e sobre a pressão estética enfrentada por mulheres em ambientes de grande exposição, como o Carnaval.