Saúde

Câncer de mama exige prevenção e acompanhamento contínuo ao longo do ano

Especialistas alertam que cuidados com a saúde feminina não podem se limitar ao Mês da Mulher

Giovanna Camiotto

Publicado em 13/03/2026 às 19:36

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Campanha Outubro Rosa reforça a conscientização sobre o câncer de mama / Freepik

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O Mês da Mulher costuma ampliar os debates sobre direitos, autocuidado e saúde feminina. No entanto, especialistas alertam que a atenção com o corpo e a realização de exames preventivos não podem se limitar a campanhas sazonais. Consultas regulares, acompanhamento médico e exames de rastreamento ao longo da vida são fundamentais para identificar doenças precocemente — especialmente o câncer de mama, uma das principais causas de adoecimento entre mulheres.

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No Brasil, o câncer de mama é o tipo mais incidente na população feminina, excluindo os tumores de pele não melanoma. A estimativa é de cerca de 78 mil novos casos por ano. Apesar dos avanços no diagnóstico e no tratamento, que têm aumentado significativamente as taxas de sobrevida, especialistas reforçam que a detecção precoce ainda é uma das principais estratégias para reduzir o risco de complicações e recidivas da doença.

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De acordo com a oncologista Laura Testa, chefe do grupo de Oncologia Mamária e pesquisadora do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (ICESP), receber o diagnóstico em estágio inicial costuma trazer mais perspectivas de controle da doença. Ainda assim, ela destaca que o cuidado não termina com a cirurgia ou com o fim da quimioterapia.

“Mesmo após as etapas iniciais do tratamento, o acompanhamento continua sendo essencial. Cada paciente precisa de um plano individualizado, considerando o tipo de tumor, o risco de recorrência e possíveis efeitos colaterais das terapias complementares”, explica a especialista.

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A recidiva, ou retorno do câncer, pode ocorrer de forma local, regional ou à distância, quando há metástase. O risco está relacionado a fatores como subtipo tumoral, presença de receptores hormonais, comprometimento de linfonodos e adesão ao tratamento adjuvante, realizado após as terapias principais para reduzir as chances de a doença voltar.

Além do tratamento adequado, especialistas destacam a importância do chamado letramento em saúde. Quando a paciente compreende melhor o diagnóstico, participa das decisões terapêuticas e mantém acompanhamento periódico, torna-se protagonista do próprio cuidado.

Nesse contexto, o acesso à mamografia, a realização de exames clínicos regulares e a atenção a sinais suspeitos continuam sendo pilares do diagnóstico precoce. Paralelamente, médicos defendem ampliar o diálogo sobre o período pós-tratamento, fase que costuma ser marcada por dúvidas e inseguranças.

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Embora campanhas de conscientização ganhem destaque em março e também no Outubro Rosa, a mensagem central permanece a mesma: cuidar da saúde da mulher deve ser um compromisso permanente, com informação de qualidade, acesso ao diagnóstico e tratamento adequado ao longo de todo o ano.

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