Uma alimentação equilibrada pode contribuir significativamente para a saúde do fígado / Freepik
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O fígado é um órgão silencioso, mas fundamental: ele filtra toxinas e regula o metabolismo sem enviar sinais claros de alerta até que o dano seja severo. Recentemente, especialistas da prestigiada Clínica Mayo, nos Estados Unidos, acenderam um sinal amarelo para a Esteatose Hepática (gordura no fígado), que já se tornou uma das condições mais comuns do mundo.
A boa notícia é que ela é altamente prevenível com ajustes na rotina, e um aliado inesperado se destaca nessa luta: o café preto com cafeína. Segundo a Dra. Blanca C. Lizaola-Mayo, diretora do Centro de Transplante de Fígado da instituição, o consumo de três xícaras por dia pode "manter o hepatologista longe", reduzindo o risco de progressão para fibrose.
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A doença, agora tecnicamente classificada como MASLD (doença hepática esteatótica associada à disfunção metabólica), surge principalmente devido ao sedentarismo, obesidade e resistência à insulina, e não mais apenas pelo consumo de álcool.
Sem intervenção, a gordura acumulada causa inflamação, que pode evoluir para MASH (esteato-hepatite), cirrose e até câncer. Estima-se que 20% dos pacientes com gordura no fígado desenvolvam as formas mais graves da doença.
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Como a condição costuma ser assintomática, muitos descobrem o problema apenas em estágios avançados, tornando a prevenção através do estilo de vida a ferramenta mais poderosa de saúde.
Além do café, a receita para a recuperação do fígado, um órgão com capacidade extraordinária de regeneração, inclui a adoção da dieta mediterrânea (rica em grãos integrais, frutas e gorduras boas) e a prática de 150 minutos de exercícios semanais.
Especialistas alertam contra suplementos de "detox" sem comprovação científica, que podem, inclusive, sobrecarregar o órgão. O foco deve ser a perda de peso gradual e o corte de açúcares ultraprocessados. Agir antes que a fibrose se torne irreversível é o caminho para evitar transplantes e garantir a longevidade.
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