Baixada Santista confirma um novo portador de HIV por dia

Só nos primeiros três meses deste ano, 94 novos casos positivos para o vírus da Aids foram registrados pelos sistemas de saúde da região

Os números de contaminados pelo vírus da Aids na Baixada Santista assusta: nos três primeiros meses de 2016, a região registrou – em média – um caso por dia. No total, 94 casos foram registrados pelos sistemas de saúde das nove cidades. No entanto, o carro-chefe desta má notícia vem de Santos: 70 casos registrados nos primeiros meses do ano.

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O histórico santista para a doença não é dos melhores. Santos, tão marcada com o maior Porto da América Latina, já foi considerada a “capital nacional da Aids” durante duas décadas por possuir o maior número de casos da doença, proporcionais à população da cidade.

Mesmo assim, a cidade ainda tenta reverter esse quadro apostando em programas que são referências no combate ao HIV. Entre os anos 1980 e 2000, Santos viu o número de infectados crescer de forma descontrolada. Em 1996, a cidade tinha 110,37 doentes para cada grupo de 100 mil habitantes.

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Atualmente, os números também não são satisfatórios. Em 2015, a cidade registrou 279 casos da doença. Em 2014, 268 casos registrados.

“O maior conhecimento em torno da quantidade de pessoas soropositivas já era esperado em virtude do incentivo da Prefeitura à testagem, que pode ser feita no Centro de Testagem e Aconselhamento (CTA) e nas policlínicas”, justifica a Administração.

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O  teste rápido pode ser feito no CTA, ligado à Coordenadoria de Controle de Doenças Infectocontagiosas (Rua Silva Jardim, 94), de segunda a sexta-feira, das 8 às 13 horas. O atendimento é sigiloso e aqueles que apresentarem alterações serão encaminhados para confirmação de resultado, orientação com equipe multiprofissional e tratamento gratuito. São oferecidos o teste rápido de polpa digital, o teste de fluido oral e os testes tradicionais como opções para a população.

Os interessados também podem procurar a policlínica mais próxima e passar por consulta médica para coleta do exame convencional, cujo resultado leva cerca de dez a 15 dias. Não é preciso estar em jejum, apenas apresentar documento de identidade com foto.

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Segundo a Administração, após a confirmação do HIV, o paciente inicia imediatamente o tratamento com medicamentos antirretrovirais, mesmo que ainda não tenha Aids (manifestação de sintomas). Os antirretrovirais reduzem a carga viral no corpo do paciente e ajudam a diminuir a transmissão do HIV.

Números na região

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Nas demais cidades da Baixada, os números são mais baixos. Em Bertioga, por exemplo, três casos foram registrados nos primeiros meses do ano. Atualmente, a Prefeitura faz acompanhamento de 100 pacientes soropositivos.

Em Cubatão, foram dois casos registrados este ano: um homem e uma mulher, com até 25 anos de idade e moradores de bairros periféricos.

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Em Guarujá, o número de casos deste ano chegou a 12: sete entre jovens de 20 a 29 anos, três na faixa etária de 30 a 39 anos e dois na faixa etária de 40 a 49 anos.

Em Itanhaém, segundo a Prefeitura, não há dados dos anos de 2015 e 2016, visto que os dados são lançados no Boletim Epidemiológico pela Vigilância Sanitária do Estado, que ainda não lançou os dados no sistema do Estado dos referidos anos.

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Em Mongaguá, três casos registrados nos primeiros meses de 2016. Na vizinha Peruíbe, dois novos caos. A cidade faz acompanhamento de 196 pacientes. Em Praia Grande, os dados ainda não foram computados. Atualmente, cerca de 1.500 pessoas realizam o tratamento de HIV. Os dados da Baixada se completam com São Vicente: dois casos este ano.