Saúde

Azia e queimação? Veja os alimentos que pioram o refluxo e você deve evitar

Conheça os motivos do 'gatilho' da saúde e aprenda hábitos de mastigação que facilitam a digestão e reduzem a pressão gástrica

Giovanna Camiotto

Publicado em 01/03/2026 às 20:44

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A gastroenterite é uma inflamação do trato gastrointestinal que afeta o estômago e o intestino delgado / Pixabay

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O refluxo gastroesofágico é uma condição cada vez mais frequente e que pode ter os sintomas controlados com medidas simples, especialmente por meio da alimentação. Sensação de queimação no peito, azia e desconforto após as refeições são sinais de alerta de que a dieta pode precisar de ajustes.

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Estudos indicam que determinados alimentos funcionam como gatilhos, seja por estimularem a produção de ácido no estômago, seja por relaxarem o esfíncter que impede o retorno do conteúdo gástrico ao esôfago. Identificar esses itens e reduzir o consumo é um passo importante para diminuir as crises e melhorar a qualidade de vida.

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O que é a doença

A Doença de Refluxo Gastroesofágico (DRGE) é caracterizada pelo retorno do conteúdo do estômago ao esôfago de forma recorrente. Entre os sintomas mais comuns estão azia, dor no peito, mau hálito, vômitos, dificuldade respiratória e até desgaste dental.

Em quadros mais graves, a condição pode evoluir para complicações como esofagite, estreitamento do esôfago e esôfago de Barrett, alteração que aumenta o risco de câncer. Fatores como obesidade, gravidez, tabagismo, hérnia de hiato e o uso de medicamentos específicos também estão associados ao problema.

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Gorduras e temperos exigem atenção

Alimentos ricos em gordura figuram entre os principais desencadeadores de sintomas. Frituras, carnes gordurosas e produtos ultraprocessados dificultam a digestão, elevam a pressão interna do estômago e favorecem episódios de refluxo.

Temperos picantes, como pimentas, também podem irritar a mucosa do esôfago e intensificar a queimação. Laticínios integrais, por serem mais pesados, podem causar desconforto em algumas pessoas, sendo recomendável optar por versões com menor teor de gordura.

Bebidas podem agravar o quadro

Refrigerantes e outras bebidas gaseificadas promovem a dilatação do estômago, aumentando o risco de retorno do ácido. Já bebidas com cafeína, como café e chá preto, podem relaxar o esfíncter esofágico, facilitando o refluxo.

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Especialistas destacam que reduzir o consumo desses líquidos costuma trazer melhora perceptível dos sintomas. A substituição por água é uma alternativa simples e eficaz para o dia a dia.

Ajustes na alimentação podem reduzir crises de azia e queimação/Pexels
Ajustes na alimentação podem reduzir crises de azia e queimação/Pexels
Frituras e alimentos gordurosos estão entre os principais gatilhos do refluxo/Pexels
Frituras e alimentos gordurosos estão entre os principais gatilhos do refluxo/Pexels
Refrigerantes e café podem favorecer o retorno do ácido ao esôfago/Pexels
Refrigerantes e café podem favorecer o retorno do ácido ao esôfago/Pexels
Frutas muito ácidas e excesso de açúcar exigem moderação na dieta/Pexels
Frutas muito ácidas e excesso de açúcar exigem moderação na dieta/Pexels
Refeições menores e evitar deitar após comer ajudam no controle dos sintomas/Pexels
Refeições menores e evitar deitar após comer ajudam no controle dos sintomas/Pexels

Açúcar e frutas ácidas

Frutas cítricas, como laranja e limão, além do tomate, possuem alta acidez e podem agravar a sensação de queimação em pessoas sensíveis. Sucos industrializados merecem cuidado redobrado, pois combinam acidez com açúcar e conservantes.

O consumo excessivo de açúcar também pode prejudicar a digestão e impactar negativamente a microbiota intestinal. Frutas menos ácidas, como banana e maçã, costumam ser melhor toleradas.

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Hábitos que fazem diferença

Além da escolha dos alimentos, a forma de se alimentar influencia diretamente no controle do refluxo. Refeições menores e mais frequentes ajudam a reduzir a pressão no estômago. Mastigar bem e comer devagar facilitam o processo digestivo.

Evitar deitar-se logo após as refeições, aguardando pelo menos duas a três horas, é outra recomendação importante. Manter o peso adequado e usar roupas que não comprimam o abdômen também contribuem para prevenir e controlar os sintomas.

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