Os dados indicam que o caminho para uma vida mais longa e saudável não exige mudanças radicais / Divulgação/Pexels
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Um pequeno ajuste na rotina diária pode fazer diferença significativa na expectativa de vida. É o que indicam dois estudos recentes baseados em dados de centenas de milhares de pessoas, ao mostrar que até mesmo poucos minutos extras de atividade física por dia estão associados à redução do risco de morte prematura.
A conclusão contraria a ideia de que apenas treinos intensos, longas sessões de academia ou dietas rigorosas são capazes de gerar benefícios relevantes à saúde. Segundo os pesquisadores, mudanças simples e realistas já produzem efeitos mensuráveis.
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O principal estudo foi publicado na revista científica The Lancet e conduzido por pesquisadores do Centro de Pesquisa de Atividade Física e Saúde Populacional, em Oslo.
A equipe analisou informações de cerca de 135 mil adultos a partir de grandes estudos populacionais realizados nos Estados Unidos e no Reino Unido.
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Com o uso de rastreadores de atividade física, os pesquisadores cruzaram dados sobre tempo sentado, níveis de movimento ao longo do dia e taxas de mortalidade, buscando entender como pequenas variações no comportamento diário se refletem na saúde a longo prazo.
Os resultados chamaram atenção pela simplicidade. Segundo a análise, acrescentar apenas cinco minutos diários de atividade física moderada, como uma caminhada em ritmo mais acelerado, esteve associado a uma redução de até 10% no risco de mortalidade em nível populacional.
Já a diminuição de 30 minutos por dia no tempo sedentário foi relacionada a uma queda de aproximadamente 7% no risco de morte. O impacto foi ainda mais expressivo entre os 20% menos ativos da amostra, grupo que apresentou o maior ganho relativo com pequenas mudanças.
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Os pesquisadores destacam que aumentos modestos, mas consistentes, na atividade física podem prevenir uma parcela relevante de mortes, especialmente entre pessoas consideradas de maior risco.
Um segundo estudo, ainda em fase de pré-publicação e divulgado na plataforma eClinicalMedicine, analisou dados de quase 60 mil adultos do UK Biobank. O foco foi a combinação entre qualidade do sono, nível de atividade física e alimentação.
Os pesquisadores compararam indivíduos com hábitos menos saudáveis — pouco sono, baixa atividade física e dieta desequilibrada — com aqueles que dormiam entre sete e oito horas por noite, praticavam ao menos 40 minutos diários de atividade física e mantinham uma alimentação considerada saudável.
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A diferença estimada na expectativa de vida entre esses dois grupos chegou a quase dez anos, reforçando o peso do conjunto de hábitos no envelhecimento saudável.
Apesar do aumento da longevidade, especialistas alertam que, em muitos países, grande parte dos últimos anos de vida ainda é marcada por doenças e limitações funcionais.
Os estudos reforçam que se movimentar mais, reduzir o tempo sentado e cuidar do sono e da alimentação são estratégias centrais para mudar esse cenário.
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Os dados indicam que o caminho para uma vida mais longa e saudável não exige, necessariamente, mudanças radicais. Pequenos passos incorporados ao dia a dia podem representar um avanço concreto na prevenção de doenças e na redução do risco de morte precoce.