Os resultados demonstraram efeitos biológicos irrefutáveis na proteção celular logo após a atividade / Pexels
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Apenas 10 minutos de exercício — o tempo médio para realizar uma tarefa doméstica simples — podem ser suficientes para ativar as defesas naturais do organismo contra o câncer de intestino, doença silenciosa que vitimou famosos como Pelé e Preta Gil.
É o que revela um novo estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Newcastle, no Reino Unido, e publicado no prestigiado International Journal of Cancer.
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A pesquisa analisou amostras de sangue e culturas de células de 30 homens e mulheres, com idades entre 50 e 78 anos. Embora o grupo fosse composto por pessoas com sobrepeso ou obesidade (fatores de risco para a doença), os participantes eram saudáveis em outros aspectos.
Os resultados demonstraram efeitos biológicos irrefutáveis na proteção celular logo após a atividade.
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Segundo os cientistas, a atividade de alta intensidade ativa mecanismos que fortalecem a capacidade das células de reparar danos ao DNA, algo crucial para evitar mutações cancerígenas.
"Isso é empolgante porque abre caminho para novas maneiras de imitar ou refinar os efeitos biológicos do exercício e, potencialmente, melhorar o tratamento do câncer e seu impacto nos pacientes", afirma o líder do estudo, o Dr. Sam Orange, professor associado da Universidade de Newcastle.
Imediatamente após os participantes completarem uma sessão intensa de 10 minutos em uma bicicleta ergométrica, os pesquisadores analisaram 249 proteínas no sangue.
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Os níveis de 13 dessas substâncias aumentaram significativamente, com destaque para a interleucina-6 (IL-6), proteína diretamente ligada ao reparo celular.
Além do reparo genético, o exercício melhorou o metabolismo energético das células e a utilização de oxigênio. Simultaneamente, os genes associados ao crescimento celular desenfreado foram "desativados", o que pode retardar o desenvolvimento agressivo de tumores.
A prática regular de atividades físicas já é conhecida por reduzir o risco de câncer de intestino em cerca de 20% a 25%. A nova pesquisa, no entanto, esclarece exatamente como isso ocorre no nível molecular.
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"Um único treino de apenas 10 minutos pode enviar sinais poderosos ao corpo. É um lembrete de que cada passo e cada treino contam para proteger o organismo", reforça o Dr. Sam Orange. Até o momento, os testes focaram especificamente no câncer colorretal, sem dados confirmados para outros tipos da doença.