Saúde

Anvisa proíbe e manda recolher as 'canetas emagrecedoras do Paraguai'

Os produtos das marcas Synedica e TG eram vendidos sem registro no Brasil; órgão alerta para riscos graves e suspende importações

Giovanna Camiotto

Publicado em 21/01/2026 às 18:18

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A Anvisa aplicou uma proibição rigorosa contra as canetas de tirzepatida e retatrutida / Freepik

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) publicou nesta quarta-feira (21) uma proibição rigorosa contra as chamadas "canetas emagrecedoras do Paraguai". A medida atinge diretamente as injeções de tirzepatida das marcas Synedica e TG, além de suspender qualquer venda de retatrutida, uma substância que sequer teve seus testes clínicos globais finalizados.

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Conforme o texto publicado no Diário Oficial da União, os itens tiveram fabricação, importação, comercialização e propaganda vetadas imediatamente. O órgão enfatizou que estes produtos não possuem comprovação de qualidade ou eficácia.

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Segundo a autarquia, “as medidas foram editadas com o propósito de coibir o desvio de uso desses produtos, a fim de proteger a saúde da população”, diante do aumento de propagandas irregulares em redes sociais.

Mercado ilegal

A proibição da retatrutida é ainda mais crítica, pois a droga não foi aprovada para uso em nenhum país do mundo até o momento. A venda era feita de forma clandestina através de perfis no Instagram.

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A agência alertou que o consumo de fórmulas desconhecidas impede o monitoramento de danos ao organismo. “O uso de medicamentos não aprovados no Brasil dificulta a rastreabilidade em caso de eventos adversos à saúde”, destacou a Anvisa.

No Brasil, o único medicamento à base de tirzepatida autorizado para venda é o Mounjaro, da Eli Lilly, indicado para diabetes tipo 2 e obesidade. Qualquer outra variação, especialmente as importadas sem registro, é considerada clandestina e perigosa.

Fiscalização

A resolução também suspende a possibilidade de importação para uso pessoal, uma vez que as marcas citadas agora estão sob proibição específica. A fiscalização será aplicada a qualquer pessoa física ou jurídica que divulgar os itens.

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A Anvisa reforçou que “itens sem registro não tiveram segurança avaliada e podem oferecer riscos graves à saúde”, reforçando o veto a produtos como o Lipoless e o Tirzazep Royal.

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