Saúde
O novo medicamento Tzield atua diretamente no sistema imunológico e pode retardar diagnóstico clÃnico da doença
Quando não tratada da melhor maneira, são muitos os danos que a diabetes pode trazer / Tesa Robbins por Pixabay
Continua depois da publicidade
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária aprovou nesta terça-feira (10) o uso do medicamento Tzield (teplizumabe) no Brasil, terapia considerada um avanço no tratamento do diabetes tipo 1 por atuar diretamente no sistema imunológico e retardar o surgimento dos sintomas clÃnicos.
Desenvolvido pela Sanofi, o fármaco é indicado para adultos e crianças a partir de 8 anos que estejam no chamado estágio 2 da doença, fase considerada pré-sintomática, quando já existem alterações nos exames de sangue, mas ainda não há manifestações clÃnicas evidentes.
Continua depois da publicidade
O objetivo do tratamento é atrasar a progressão para o estágio seguinte, quando surgem sintomas como sede excessiva, fadiga e perda de peso e o diagnóstico de diabetes é confirmado.
De acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, a aprovação representa uma mudança importante na forma de lidar com a doença. Até agora, o tratamento era baseado principalmente na reposição de insulina após o diagnóstico.
Continua depois da publicidade
Com a nova terapia, a medicina passa a ter uma alternativa capaz de interferir no processo imunológico que leva à destruição das células beta do pâncreas, responsáveis pela produção de insulina.
Estudos internacionais indicam que o medicamento pode praticamente dobrar o tempo médio até o diagnóstico clÃnico da doença em pessoas que já apresentam risco elevado. A pesquisa foi publicada no The New England Journal of Medicine.
O remédio já havia sido autorizado anteriormente pela Food and Drug Administration, segundo informações da CNN Brasil. Especialistas afirmam que a decisão brasileira abre caminho para estratégias de prevenção mais amplas no tratamento do diabetes tipo 1.
Continua depois da publicidade
Segundo estimativas da International Diabetes Federation, o Brasil tem cerca de 500 mil pessoas diagnosticadas com a doença. Nem todas seguem o tratamento adequado.