Se você passa horas sentado, como as pessoas que trabalham em escritórios ou home office, ou é sedentário e levanta com a lombar reclamando e ainda sente que a perna “puxa” mais do que o bumbum no treino, talvez já tenha esbarrado em um problema cada vez mais citado na rotina de quem trabalha em cadeira: a amnésia do glúteo e dos seus músculos.
O nome chama atenção, mas a ideia é simples. A amnésia do glúteo é um termo popular usado para descrever quando os músculos da região, sobretudo glúteo máximo e glúteo médio, ativam menos do que deveriam. Em vez de participarem bem de movimentos como caminhar, subir escada, correr ou agachar, eles acabam “saindo de cena” , e o corpo compensa com outras áreas, como lombar, quadril e parte de trás da coxa.
Na prática, isso pode aparecer na vida real de um jeito bem menos técnico: dor depois de muito tempo sentado, instabilidade ao treinar, dificuldade de “sentir o glúteo pegar” e desconforto no joelho ou na lombar. Por isso, o tema saiu da academia e entrou de vez nas conversas sobre sedentarismo, postura e dor muscular, ainda mais que o próprio sedentarismo está aumentando muito entre os jovens.
O que causa a amnésia do glúteo
A principal causa do problema é passar tempo demais sentado, sobretudo com pouco exercício, perda de força e movimentos inadequados. O músculo não “desliga” de forma literal, mas pode trabalhar menos e pior ao longo do tempo.
Esse detalhe importa porque os glúteos têm um papel central na estabilidade da pelve, no alinhamento do quadril e na proteção da lombar durante tarefas simples do dia a dia. Quando essa ativação falha, o corpo redistribui esforço. E aí começam as compensações.
Por isso, a amnésia do glúteo provoca dor lombar mecânica, sensação de fraqueza nas pernas e sobrecarga em outros grupos musculares. Nem toda dor nas costas nasce daí, claro. Ainda assim, a perda de função dos glúteos entra no radar de fisioterapeutas e profissionais do movimento porque altera a biomecânica de forma relevante.

Como combater as dores no bumbum
A boa notícia é que esse quadro, em geral, pode melhorar com movimento e reeducação muscular. Para combater o problema, a pessoa precisa romper a rotina de horas seguidas sentada.. Levantar mais, caminhar, mudar de posição e reduzir longos períodos sentado já ajuda a devolver estímulo à musculatura e, assim, prevenir problemas dolorosos, como a temida lombalgia.
Depois disso, entra o trabalho de fortalecimento. Exercícios de ativação e controle, como ponte, elevação pélvica, abdução de quadril e variações bem orientadas de agachamento, costumam aparecer nas abordagens mais usadas. O ponto principal, porém, não é “sentir queimar”. É fazer o músculo voltar a participar do movimento de forma eficiente.
Se houver dor persistente, limitação para treinar ou desconforto frequente ao caminhar e subir escadas, vale procurar fisioterapeuta ou profissional de educação física. Isso porque o termo “amnésia do glúteo” é popular, mas a avaliação correta depende de exame funcional e contexto clínico.
