Saúde
Leptospirose, hepatite A e infecções de pele estão entre os principais perigos do contato com água contaminada; veja o que diz os especialistas
Assim que tiver contato com água de enchente é preciso lavar o corpo com água limpa e sabão o mais rápido possível / Nair Bueno/DL
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Com a temporada de chuvas intensas e episódios de alagamentos em diferentes regiões do Brasil, autoridades sanitárias reforçam um alerta recorrente: o contato com água de enchente pode trazer consequências sérias à saúde.
A mistura de água da chuva com esgoto, lixo, produtos químicos e urina de animais transforma o ambiente em um vetor de transmissão de doenças infecciosas e intoxicações.
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De acordo com o Ministério da Saúde, a exposição à água contaminada pode ocorrer tanto ao caminhar por ruas alagadas quanto durante a limpeza de imóveis atingidos. Mesmo um contato breve é suficiente para permitir a entrada de micro-organismos no organismo, especialmente quando há cortes, arranhões ou feridas na pele.
Entre os agravos associados às enchentes, a leptospirose é considerada o principal risco no país. A doença é causada por uma bactéria presente na urina de ratos e pode penetrar no corpo humano por meio da pele lesionada ou mucosas.
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O médico e escritor Drauzio Varella destaca em sua página que a infecção pode começar com sintomas aparentemente comuns, como febre, dor de cabeça e dores musculares intensas, principalmente nas panturrilhas. Em quadros graves, pode evoluir para insuficiência renal, hemorragias e comprometimento pulmonar.
Por isso, especialistas orientam que qualquer episódio de febre após contato com enchentes deve ser investigado por um serviço de saúde.
Além da leptospirose, o contato com água de enchente pode desencadear diferentes problemas de saúde:
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Também há risco de acidentes com animais peçonhentos e lesões físicas provocadas por entulhos submersos.
O médico Dr. Samuel Dalle Laste fala sobre a leptospirose em seu canal no Youtube, a doença mais comum para quem tem contato com enchente. Confira:
Segundo orientações do Ministério da Saúde, algumas medidas simples ajudam a reduzir os riscos após o contato com enchentes:
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A recomendação é procurar atendimento médico diante de sinais como febre, dores musculares intensas, vômitos ou sinais de infecção em feridas.
Tanto especialistas quanto autoridades de saúde reforçam que evitar o contato com água de enchente é a principal forma de prevenção. Quando isso não for possível, o uso de equipamentos de proteção e a vacinação atualizada contra tétano são medidas fundamentais.
Além dos efeitos imediatos, enchentes podem gerar impactos prolongados à saúde, como aumento de mofo nas residências e agravamento de doenças respiratórias, exigindo atenção contínua mesmo após o recuo da água.
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