Saúde

Adeus coquetel: Anvisa aprova injeção semestral para prevenir o HIV-1

O novo medicamento possui até 100% de eficácia e representa um marco na prevenção e será aplicado apenas duas vezes por ano

Giovanna Camiotto

Publicado em 13/01/2026 às 08:00

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Medicamentos para o combate do vírus da HIV / Divulgação/ Santos

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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (12) uma nova indicação para o medicamento Sunlenca (lenacapavir), que passa a ser utilizado como profilaxia pré-exposição (PrEP) para reduzir o risco de infecção pelo vírus HIV-1 por via sexual em adultos e adolescentes a partir de 12 anos.

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O grande diferencial desta terapia é a sua administração por meio de injeção subcutânea aplicada a cada seis meses, o que rompe com a necessidade da ingestão diária de comprimidos e facilita significativamente a adesão ao tratamento preventivo.

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O Sunlenca atua de forma inovadora ao inibir múltiplos estágios da função do capsídeo do HIV-1, impedindo que o vírus consiga se replicar no organismo. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), que passou a recomendar o uso do fármaco em 2025, o lenacapavir é considerado a "melhor alternativa após uma vacina" disponível atualmente.

Antes de iniciar o regime semestral, os pacientes devem realizar um tratamento inicial com comprimidos e apresentar obrigatoriamente um teste negativo para o HIV-1, garantindo a segurança do protocolo.

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Os dados de eficácia apresentados à agência reguladora brasileira impressionam a comunidade médica. Em estudos clínicos realizados com mulheres cisgênero, a proteção atingiu a marca de 100%, enquanto em outros grupos de risco a redução da incidência chegou a 96% em comparação ao cenário de base.

Esses números mostram que o regime semestral é 89% superior à PrEP oral diária, superando obstáculos comuns como o esquecimento das doses diárias, que muitas vezes compromete a eficácia da prevenção tradicional.

Apesar da autorização concedida pela Anvisa, o medicamento ainda percorre etapas administrativas antes de chegar às farmácias e hospitais. O próximo passo é a definição do preço máximo pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED).

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Posteriormente, a possível oferta do Sunlenca no Sistema Único de Saúde (SUS) precisará ser avaliada pela Conitec e pelo Ministério da Saúde. Se incorporado, o remédio se unirá à estratégia de prevenção combinada, que já integra o uso de preservativos, testagens regulares e profilaxia pós-exposição no país.

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