Saúde

Acupuntura médica vira aliada na luta contra a dependência química

Nesta sexta-feira (20), é celebrado o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo

Igor de Paiva

Publicado em 19/02/2026 às 19:15

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A técnica atua por meio da neuromodulação / Pixabay

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Nesta sexta-feira (20), é celebrado o Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo. A data reforça o alerta sobre os riscos do uso de substâncias psicoativas, a importância da prevenção e a necessidade de tratamentos integrados no enfrentamento da dependência química.

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Nesse contexto, a acupuntura médica tem se consolidado como um recurso complementar relevante no cuidado de pacientes em processo de recuperação.

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De acordo com o Dr. Agamenon Honório, psiquiatra, acupunturista e membro do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, a técnica atua por meio da neuromodulação, estimulando terminações nervosas periféricas que se comunicam com o sistema nervoso central. “Esse estímulo favorece o reequilíbrio dos neurotransmissores cerebrais, frequentemente alterados no cérebro do dependente químico, especialmente após o uso de substâncias que provocam liberação excessiva de dopamina”, explica.

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Durante as sessões, há estímulo à liberação de substâncias como a serotonina, neurotransmissor associado à sensação de bem-estar. Esse efeito contribui para a redução da ansiedade e da compulsão, sintomas comuns no período de abstinência. “A acupuntura não atua apenas sobre um sintoma isolado. Ela promove um equilíbrio global, ajudando a controlar ansiedade, irritabilidade, insônia, agitação e o desejo pela droga, que são manifestações interligadas da dependência”, destaca o médico.

O procedimento pode ser indicado como complemento no tratamento de diferentes tipos de dependência, incluindo álcool, tabaco e drogas ilícitas. No entanto, deve sempre estar integrado a outras estratégias terapêuticas, como acompanhamento médico, psicoterapia e, quando necessário, uso de medicamentos ou internação. “A acupuntura potencializa os resultados quando associada a um plano terapêutico estruturado”, reforça.

Entre os benefícios relatados pelos pacientes está o relaxamento profundo após as sessões, fator que contribui diretamente para o controle do vício e a prevenção de recaídas. “Aprender a relaxar e manter-se centrado reduz a ansiedade, um dos principais gatilhos para o retorno ao uso da substância”, afirma Dr. Agamenon. Sintomas físicos da abstinência, como irritabilidade, insônia e agitação psicomotora, também tendem a apresentar melhora significativa.

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O tempo de resposta varia conforme cada paciente. Alguns percebem avanços já nas primeiras sessões, enquanto outros necessitam de acompanhamento mais prolongado. A auriculoterapia — técnica da acupuntura aplicada na orelha — é frequentemente utilizada nos quadros de abstinência, como apoio adicional ao tratamento.

Além dos efeitos fisiológicos, o acompanhamento contínuo fortalece o vínculo entre médico e paciente, favorecendo o autocontrole e a adesão ao tratamento no longo prazo. “A acupuntura envolve escuta, confiança e cuidado contínuo. Quando associada a hábitos saudáveis, como alimentação equilibrada, prática de atividade física e outras práticas integrativas, torna-se uma ferramenta importante no processo de recuperação”, conclui.

O Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura reforça, neste Dia Nacional de Combate às Drogas e ao Alcoolismo, a importância de abordagens médicas integradas, baseadas em evidências e conduzidas por profissionais qualificados, na promoção da saúde e no enfrentamento da dependência química.

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