Com o avanço da idade, o corpo se torna mais sensível a comportamentos que antes passavam despercebidos / Freepik
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Acordar com dor de garganta pode parecer algo banal, mas, a partir dos 50 anos, esse sintoma merece mais atenção. Em muitos casos, o desconforto não está ligado a infecções, e sim a hábitos noturnos que afetam a qualidade do sono e a saúde das vias respiratórias.
Especialistas apontam que mudanças simples na rotina podem reduzir o problema e melhorar o descanso.
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A dor de garganta ao despertar é um incômodo frequente, especialmente em pessoas acima dos 50 anos. Por ser recorrente e, muitas vezes, passageira, acaba sendo negligenciada.
No entanto, ela pode indicar que o organismo não está se recuperando adequadamente durante a noite, seja por sono fragmentado, respiração inadequada ou fatores ambientais.
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Com o avanço da idade, o corpo se torna mais sensível a comportamentos que antes passavam despercebidos.
Consumir álcool à noite, fazer refeições pesadas perto da hora de dormir ou manter horários irregulares pode favorecer irritações na garganta e prejudicar o sono. Rever esses hábitos costuma ter impacto direto tanto no descanso quanto no bem-estar geral.
Dormir mal afeta mais do que a disposição no dia seguinte. Noites mal dormidas aumentam a vulnerabilidade do organismo, favorecem processos inflamatórios e podem se manifestar em sintomas físicos, como dor de garganta, boca seca e sensação de cansaço logo ao acordar.
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Entre pessoas com mais de 50 anos, ronco e apneia do sono são condições relativamente comuns. Além de interromperem o descanso, elas forçam a respiração pela boca, ressecam a mucosa da garganta e provocam irritação ao longo da noite. No caso da apneia, os riscos vão além do desconforto e exigem acompanhamento médico.
O ambiente do quarto também influencia. Ar seco, comum em períodos mais frios ou em locais com uso frequente de aquecedores e ar-condicionado, favorece inflamações na garganta. Umidificadores ou recipientes com água no ambiente podem ajudar a reduzir o ressecamento. Veja também qual é a melhor temperatura indicada para os idosos dormirem bem.
Beber água ao longo do dia é essencial, mas a hidratação antes de dormir também conta. Um organismo bem hidratado mantém melhor o funcionamento das mucosas e diminui a chance de acordar com a garganta seca ou irritada.
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Questões emocionais não ficam fora desse cenário. Estresse, ansiedade e mau humor costumam impactar a qualidade do sono, tornando-o mais leve e fragmentado. Técnicas de relaxamento, respiração consciente ou pequenas pausas na rotina ajudam a preparar o corpo para um descanso mais profundo.
Um ambiente adequado para dormir vai além do silêncio. Colchão e travesseiro adequados, temperatura agradável e iluminação reduzida contribuem para um sono contínuo e restaurador, diminuindo a chance de sintomas ao acordar.
O consumo de bebidas alcoólicas e alimentos pesados à noite pode provocar refluxo, irritação da garganta e piorar o padrão do sono. Optar por refeições leves e evitar álcool nas horas que antecedem o descanso tende a reduzir esses efeitos.
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Manter horários consistentes para dormir e acordar ajuda a regular o relógio biológico. Com o tempo, essa regularidade melhora a qualidade do sono e reduz episódios recorrentes de desconforto matinal.
Se a dor de garganta ao acordar se mantém por longos períodos ou vem acompanhada de outros sintomas, a orientação é buscar avaliação médica. Isso permite investigar causas como apneia do sono, refluxo ou problemas respiratórios que exigem tratamento específico.
Sintomas persistentes raramente surgem sem motivo. A dor de garganta pode ser um aviso de que algo precisa ser ajustado na rotina. Prestar atenção a esses sinais e agir cedo ajuda a prevenir complicações e favorece um envelhecimento com mais qualidade de vida.
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