Saiba por que a ciência questiona a regra dos 2 litros de água e como seu corpo avisa a hora certa de beber / Freepik
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A famosa regra dos oito copos por dia acabou virando um “manual de bolso” da hidratação mundial. No entanto, uma pesquisa da revista Science mostra que a meta de 2 litros pode ser mais do que o necessário para muitos.
O estudo avaliou 5.600 participantes de diversas idades para medir a renovação hídrica do organismo. Os dados revelam que a necessidade diária de água é individual e depende de outros fatores, como: clima, idade e da rotina de cada um.
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A hidratação também ocorre através dos alimentos que ingerimos diariamente. Frutas, legumes e sopas possuem alto teor de água e ajudam a manter o corpo equilibrado sem a necessidade de seguir metas rígidas.
A renovação hídrica varia conforme a composição corporal e o nível de atividade física. Adultos jovens, por exemplo, costumam apresentar maior demanda do que idosos, o que explica por qual motivo a sede muda com o passar do tempo.
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Além disso, fatores como temperatura e altitude influenciam quanto o organismo gasta de líquido. Em climas quentes ou treinos longos, a necessidade de reposição sobe bastante para compensar a perda de água através do suor.
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Os hábitos alimentares de cada pessoa também são variáveis determinantes para essa questão. Parte significativa da meta diária de ingestão de água pode ser batida pela própria alimentação. Quem consome muitos vegetais pode precisar de menos “reforço” líquido, enquanto dietas mais secas exigem uma atenção maior ao copo durante todo o dia.
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O equilíbrio hídrico do organismo humano tem mais a ver com o estilo de vida e alimentação do que com seguir obrigatoriamente um único número fixo.
A forma mais confiável de monitorar o nível de hidratação continua sendo o corpo: sede é um alarme eficiente para a maioria das pessoas saudáveis. Além disso, observar se a urina está clara é um marcador simples e prático de que a hidratação está adequada.
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Assim como tudo em excesso faz mal, não é diferente com a água. Beber demais pode ser exagero e causar desconforto por viver “com a garrafa grudada”. Em rotinas comuns, a necessidade real pode ficar em uma “faixa” de 1,5 a 1,8 litro, incluindo outras bebidas e comidas .
Idosos precisam de atenção extra, pois a percepção de sede diminui com a idade. Além disso, pessoas com condições médicas específicas, como problemas renais, devem sempre consultar um médico antes de mudar os hábitos.