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Romance de estreia de autor de Santos aborda recomeços e paternidade solo

Publicado pela Editora Patuá, livro de Eduardo Armelin narra a história de investigador que se torna pai após encontro inusitado no metrô

Luna Almeida

Publicado em 08/04/2026 às 16:21

Atualizado em 08/04/2026 às 16:21

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O autor Eduardo Armelin lança uma narrativa que mergulha nos conflitos da vida adulta / Divulgação

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A imprevisibilidade da vida e a necessidade constante de recomeçar são os eixos centrais de Na Estação Que Paramos, romance de estreia de Eduardo Armelin. Nascido em São Paulo e radicado em Santos, o autor lança uma narrativa que mergulha nos conflitos da vida adulta e nos caminhos inesperados que redefinem trajetórias pessoais.

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Publicado pela Editora Patuá, o livro acompanha David, um investigador que, às vésperas de tirar férias após anos de trabalho ininterrupto, se vê distante dos dois principais objetivos que sempre perseguiu: alcançar o auge na carreira e tornar-se pai. Diante do impasse, o protagonista passa a questionar suas escolhas e o rumo que sua vida tomou.

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Um encontro que muda tudo

A trama ganha um ponto de inflexão durante um episódio aparentemente banal no metrô. Ao ajudar uma mulher visivelmente nervosa com um bebê, David se depara com uma situação inesperada: a criança é deixada sob sua responsabilidade. A partir desse momento, ele inicia um processo de adoção monoparental, ao mesmo tempo em que tenta reorganizar sua vida emocional e profissional.

Mais do que um drama individual, a obra propõe reflexões sobre temas contemporâneos, como a paternidade solo, os impactos de traumas silenciosos e a busca por sentido em meio às frustrações. Segundo Armelin, a narrativa dialoga com momentos de crise em que, mesmo sem respostas claras, é preciso seguir em movimento.

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“O livro reflete sobre o momento em que estamos em conflito, dentro de nossas cabeças e sem alternativa, mas que exige movimento para vermos com clareza os caminhos que devemos percorrer”, afirma o autor.

Reflexões sobre caminhos e recomeços

Com 232 páginas, Na Estação Que Paramos está disponível em versão física por R$ 60Com 232 páginas, Na Estação Que Paramos está disponível em versão física por R$ 60 / Divulgação

Trechos da obra reforçam esse tom introspectivo. Em uma das passagens, o pai de David sugere que, muitas vezes, a resposta para os dilemas já está presente no cotidiano, ainda que passe despercebida. A ideia de contemplação e reconexão com experiências simples surge como contraponto à ansiedade por soluções imediatas.

Com 232 páginas, Na Estação Que Paramos está disponível em versão física por R$ 60, com vendas em plataformas online e no site do autor. O lançamento marca a transição de Armelin, que atua há quase duas décadas na área corporativa, para a ficção literária - atividade que cultiva desde a adolescência.

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Além do romance, o escritor mantém um espaço digital voltado à produção de conteúdo sobre escrita, reinvenção profissional e bem-estar, ampliando o diálogo com leitores interessados em narrativas que exploram os dilemas contemporâneos e as possibilidades de transformação pessoal.

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