Desde a reestreia, a novela tem sido tema frequente nas redes sociais, com destaque para cenas icônicas e personagens que atravessaram gerações / Reprodução/Globo
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Exibida originalmente em 1990, Rainha da Sucata voltou à programação da TV Globo em novembro de 2025 e, quatro meses depois, segue consolidada na faixa da tarde. O clássico assinado por Silvio de Abreu voltou a conquistar o público com sua mistura de humor, drama e crÃtica social.
A trama gira em torno do embate entre a emergente Maria do Carmo (Regina Duarte), enriquecida no ramo da sucata, e a decadente Laurinha Figueroa (Gloria Menezes), representante da aristocracia paulistana em declÃnio. O conflito simboliza o choque entre novos-ricos e a elite tradicional dos anos 1980.
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Desde a reestreia, a novela tem sido tema frequente nas redes sociais, com destaque para cenas icônicas e personagens que atravessaram gerações.
A icônica vinheta criada por Hans Donner e Nilton Nunes trouxe uma boneca construÃda com sucata — baldes, molas e utensÃlios domésticos — representando o universo da protagonista. A trilha 'Me Chama Que Eu Vou', de Sidney Magal, ajudou a popularizar a lambada no paÃs e permanece na memória afetiva do público.
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Durante a exibição original, Silvio de Abreu contou com a colaboração de Gilberto Braga e Alcides Nogueira em parte dos capÃtulos, garantindo continuidade e qualidade narrativa.
A novela também marcou a estreia de Marisa Orth e contou com participações especiais de Fernanda Montenegro e MarÃlia Pêra.
Um dos pontos mais lembrados da trama é a adaptação em tempo real ao cenário econômico do paÃs. Lançada no perÃodo do Plano Collor, a novela teve capÃtulos reescritos para incorporar o impacto do confisco da poupança na vida dos personagens — um movimento raro na teledramaturgia.
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Mais de três décadas após a estreia original, Rainha da Sucata prova que continua relevante. O retrato das transformações sociais, da ascensão econômica e das disputas de poder segue dialogando com o Brasil contemporâneo.
Com a reprise iniciada em novembro de 2025 e ainda em exibição neste inÃcio de março de 2026, a obra reafirma seu lugar entre os grandes marcos da dramaturgia nacional.