O nosso satélite rochoso orbita a Terra e o Sol simultaneamente sem nenhum descanso em um ciclo astrofísico perfeito que dura em torno de vinte e nove dias e meio da nossa contagem civil.
No último domingo (31), o calendário geral atingiu o pico exuberante da Lua Cheia exatamente às cinco horas e quarenta e seis minutos da manhã.
Essa raríssima Lua Azul dominou a semana terrestre com a sua altíssima carga emocional, mas o firmamento noturno já prepara todo o caminho celestial para a retração da luz no decorrer deste novo mês. Com isso, a nova fase chega brilhando para marcar este início de junho. Detalhamos as características e os próximos horários celestiais logo abaixo.
O calendário astronômico em movimento
O Departamento de Astronomia do Inmet crava as marcações exatas e confiáveis das futuras lunações. Após alcançar o ápice radiante do último dia de maio, a luminosidade começará a diminuir timidamente no céu.
A fase retida da Lua Minguante inicia oficialmente o seu trabalho nesta segunda-feira, dia 8 de junho, pontualmente às 07h03.
A partir desta data, o astro recua sua área iluminada gradativamente noite após noite. Isso significa, fisicamente, que apenas uma pequena faixa clara continuará brilhando no vasto firmamento.
As conhecidas transições astrofísicas acontecem puramente porque o satélite espacial não possui claridade própria, como acontece nas estrelas.
Ele apenas atua como um grande espelho e reflete o maravilhoso brilho do Sol com base no nosso limitado ponto de visão na Terra.
As fases lunares
A potente Lua Nova marca o verdadeiro início de tudo, mantendo o céu integralmente escuro para nós.
Em seguida, surge a Lua Crescente, que exibe sem cerimônia a primeira faixa luminosa visível.
A Lua Cheia, que pautou o nosso atual final de semana, apresenta a clássica face redonda inteiramente banhada de forma frontal pelos fortes raios solares.
Por fim, a Lua Minguante encerra o teatro celeste e prepara de forma silenciosa e calma o terreno cego para garantir o próspero reinício de mais um calendário cósmico. O grandioso sistema planetário se mantém em constante, silencioso e perfeito equilíbrio.







