Variedades

Professor brasileiro descobre rota para Marte até três vezes mais curta do que as usadas pela Nasa

Pesquisador do Rio de Janeiro trabalhou por uma década no projeto e identificou uma janela ideal para 2031; a descoberta ocorre no mesmo momento em que a Nasa avança com o programa Artemis

Nathalia Alves

Publicado em 10/04/2026 às 15:40

Compartilhe:

Compartilhe no WhatsApp Compartilhe no Facebook Compartilhe no Twitter Compartilhe por E-mail

Sem vínculo com agências espaciais, o físico Marcelo Souza desenvolveu sozinho uma rota interplanetária que pode encurtar drasticamente o caminho entre a Terra e Marte / Reprodução/Pexels

Continua depois da publicidade

Um professor brasileiro desenvolveu uma rota para Marte até três vezes mais curta do que as trajetórias convencionais utilizadas atualmente.

Faça parte do grupo do Diário no WhatsApp e Telegram.
Mantenha-se bem informado.

Marcelo de Oliveira Souza, doutor em física pela Universidade Estadual do Norte Fluminense (UENF) e pesquisador do Rio de Janeiro, iniciou o projeto em 2015 ao estudar asteroides com trajetórias próximas às da Terra e do planeta vermelho.

Continua depois da publicidade

Leia Também

• A vida surgiu em Marte? Nova hipótese desafia a história da evolução na Terra

• Por que essa rocha solitária em Marte acendeu o alerta da equipe da Nasa?

• Como as notícias sobre vestígios de vida em Marte podem mudar a história da ciência

Anos depois, Souza imaginou que poderia usar essa trajetória como referência para calcular um caminho mais rápido para a viagem até Marte. No entanto, a falta de recursos e tecnologia adequados dificultou os primeiros passos da pesquisa.

"Naquela época, eu não consegui obter uma trajetória porque necessitava de fazer várias simulações, e eu não dominava tecnologia, e não tinha recursos para que eu tivesse acesso que me permitisse fazer as simulações rápidas. Eu estava fazendo passo a passo as simulações", relatou o físico em entrevista à CNN Brasil.

Continua depois da publicidade

O físico Marcelo Souza passou quase uma década refinando cálculos até chegar a uma rota para Marte até três vezes mais curta do que as trajetórias convencionais  sem agência espacial, sem grandes recursos/Freepik
O físico Marcelo Souza passou quase uma década refinando cálculos até chegar a uma rota para Marte até três vezes mais curta do que as trajetórias convencionais sem agência espacial, sem grandes recursos/Freepik
O planeta vermelho pode estar mais perto do que se imagina. A nova rota calculada pelo pesquisador brasileiro aponta para uma janela ideal em 2031, com tempo de viagem estimado em cerca de sete meses  contra até três anos nas missões convencionais/Pexels
O planeta vermelho pode estar mais perto do que se imagina. A nova rota calculada pelo pesquisador brasileiro aponta para uma janela ideal em 2031, com tempo de viagem estimado em cerca de sete meses contra até três anos nas missões convencionais/Pexels
Tudo começou com um asteroide. Em 2015, ao estudar rochas espaciais com trajetórias próximas à Terra e a Marte, Marcelo Souza encontrou a pista que o levaria a calcular um caminho inédito para o planeta vermelho/Freepik
Tudo começou com um asteroide. Em 2015, ao estudar rochas espaciais com trajetórias próximas à Terra e a Marte, Marcelo Souza encontrou a pista que o levaria a calcular um caminho inédito para o planeta vermelho/Freepik
A descoberta não veio de Houston nem de Cabo Canaveral  veio de uma universidade estadual no interior do Rio de Janeiro. É na UENF que o físico Marcelo Souza desenvolve a pesquisa que pode mudar os planos da humanidade para chegar a Marte/Pixabay
A descoberta não veio de Houston nem de Cabo Canaveral veio de uma universidade estadual no interior do Rio de Janeiro. É na UENF que o físico Marcelo Souza desenvolve a pesquisa que pode mudar os planos da humanidade para chegar a Marte/Pixabay

Inteligência artificial como aliada

Com o tempo, o pesquisador passou a contar com a ajuda da inteligência artificial para checar e verificar novos resultados. Os dados obtidos mostram que informações iniciais podem revelar os chamados "corredores geométricos" para missões interplanetárias muito mais rápidas.

"E fazendo as simulações, eu consegui um bom resultado, e uma dessas propostas é para uma posição de Marte que vai acontecer em 2031. Eu consegui um resultado muito bom que permite uma viagem para Marte em um tempo bem menor com a tecnologia que a gente tem hoje", afirmou Souza.

Tempo de viagem reduzido

Segundo o cientista, a rota convencional para Marte pode durar entre dois e três anos no total. Já o cálculo baseado na nova referência pode encurtar esse período para algo entre 153 dias — uma redução extrema — e 226 dias (cerca de sete meses), prazo considerado mais viável.

Continua depois da publicidade

"Eu não trabalho em agência espacial. Eu sou um professor aqui na Universidade Estadual do Norte Fluminense, em Campos de Goytacazes, e consegui um resultado novo que permite uma viagem mais rápida para Marte, usando como base a trajetória de um asteroide", destacou o pesquisador.

 

Conteúdos Recomendados

©2026 Diário do Litoral. Todos os Direitos Reservados.

Software