Variedades
A introdução da espécie ocorreu no reinado de D. Pedro I, quando exemplares foram trazidos em navios como aves de estimação
O segredo do sucesso do bico-de-lacre em solo brasileiro reside em sua alimentação / Fábio Barata
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Comum em gramados e terrenos baldios de quase todo o país, o bico-de-lacre (Estrilda astrild) esconde uma origem transcontinental. Embora perfeitamente adaptado à paisagem brasileira, o pequeno pássaro de bico avermelhado é uma espécie exótica, nativa da África, que chegou ao Brasil ainda no século XIX.
A introdução da espécie ocorreu no reinado de D. Pedro I, quando exemplares foram trazidos em navios como aves de estimação. Após escaparem de gaiolas no Rio de Janeiro, os pássaros iniciaram uma expansão territorial impressionante.
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Como possuem baixa capacidade de voo para longas distâncias, pesquisadores apontam que a mão humana foi o principal motor dessa dispersão para outros estados. Atualmente, a ave só não foi registrada em Mato Grosso, Rondônia e Tocantins.
O segredo do sucesso do bico-de-lacre em solo brasileiro reside em sua alimentação. Curiosamente, a ave consome sementes de gramíneas que também são de origem africana, como o Capim-colonião, Capim-elefante e o Capim-gordura.
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Essa combinação entre a ave e a flora de seu continente de origem permitiu que a espécie prosperasse nos ecossistemas brasileiros, complementando a dieta ocasionalmente com pequenos insetos.