A Polícia Federal suspendeu as gravações do programa 'Aeroporto: Área Restrita', exibido pela HBO Max / Reprodução
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A Polícia Federal (PF) suspendeu as gravações do programa “Aeroporto: Área Restrita”, exibido pela HBO Max, em aeroportos brasileiros. Segundo a corporação, as filmagens descumprem “normas constitucionais, legais e regulamentares que regem a segurança da aviação civil no Brasil”.
No entanto, a produtora responsável pela série, a Moonshot, afirma que havia recebido autorização da própria PF para gravar a nova temporada, mas teve as credenciais cassadas neste mês.
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Em nota, a empresa informa que a produção da 8ª temporada começou em dezembro, com “apoio e participação ativa da Anvisa, Vigiagro, Ibama, Receita Federal, Polícia Militar de São Paulo, Polícia Militar do Rio de Janeiro, Fraport e RIOgaleão”. Ainda segundo a produtora, a PF teria autorizado gravações nos aeroportos de Viracopos (VCP), Galeão (GIG) e Pinto Martins (FOR).
“Agora, em janeiro de 2026, a Polícia Federal indeferiu o credenciamento da equipe para áreas restritas em Guarulhos e cassou as credenciais nos demais aeroportos”, afirmou a Moonshot.
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A PF, por sua vez, nega participação recente no programa. “Não participa do referido programa televisivo há vários anos, adotando entendimento institucional pelo indeferimento de solicitações dessa natureza”, diz a corporação.
Segundo a Polícia Federal, a presença de equipes de filmagem em áreas operacionais restritas é incompatível com a preservação da intimidade, da imagem e da presunção de inocência dos passageiros, além de comprometer técnicas e rotinas usadas no combate a crimes.
A corporação ressalta ainda que o PNAVSEC e normas da Anac “vedam expressamente o registro de imagens de procedimentos, fluxos e infraestrutura sensíveis ligados à segurança da aviação civil”.
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A produtora rebate, afirmando que o posicionamento atual contraria o histórico da própria PF. “Ao longo de sete temporadas desde 2016, todas as credenciais foram analisadas e aprovadas, sem qualquer incidente ou prejuízo à segurança aeroportuária”, declarou.
Ao portal Uol, o presidente da Unafisco, Kleber Cabral, sugeriu que a mudança de postura da PF poderia estar ligada a um “ciúme institucional”, já que o programa daria mais destaque à atuação da Receita Federal. A Polícia Federal nega qualquer disputa e afirma que “não há conflito institucional no episódio”.