Com apenas 21 lugares e tecnologia de segurança inédita, startup suíça quer revolucionar as viagens entre Zurique, Barcelona e Amsterdã / Divulgação
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Quem viaja de ônibus pelo Brasil se depara com os famosos ônibus-leito. Mas o que já é comum por aqui chegou recentemente como uma grande novidade na Europa.
O continente europeu está recebendo o lançamento dos primeiros ônibus-leito equipados com camas totalmente reclináveis, um modelo de transporte comum entre as empresas brasileiras, mas que na Europa ainda engatinha.
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A inovação é liderada pela startup suíça Twiliner, que lançou recentemente o primeiro serviço europeu de ônibus-leito.
A proposta surge como uma alternativa direta aos voos curtos, considerados caros, desconfortáveis e altamente poluentes, o que se assemelha bastante à realidade do Brasil.
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Os ônibus possuem dois pisos. No andar inferior, há banheiro, vestiário e um pequeno snack bar com água e café à vontade, algo inexistente em ônibus convencionais europeus e incomum até mesmo em muitas rotas ferroviárias noturnas.
Como o veículo transporta apenas 21 passageiros (18 no piso superior e três no andar inferior), a viagem ocorre em silêncio, com pouca movimentação.
Startup Twiliner planeja conectar 30 destinos europeus até 2028; veja como funciona o "saco de dormir" de alta segurança/DivulgaçãoA segurança, um ponto sensível quando se fala em viajar deitado, foi resolvida com um sistema próprio que conta com uma espécie de "saco de dormir" fixado à estrutura do leito, garantindo estabilidade mesmo em caso de freadas ou curvas mais fechadas.
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Essa tecnologia já é consagrada nos mercados asiático e latino-americano e agora foi adaptada ao contexto europeu.
As rotas atualmente operadas conectam algumas das cidades mais relevantes do continente. Entre os trajetos mais procurados estão Zurique–Amsterdã (com paradas em Basileia, Luxemburgo, Bruxelas e Roterdã), além de Zurique–Barcelona e Berna–Barcelona, ambas com parada estratégica em Girona, na Catalunha.
Todas as viagens partem de regiões centrais das cidades, dispensando o passageiro de deslocamentos para aeroportos distantes, um dos maiores inconvenientes das viagens aéreas curtas.
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A Twiliner planeja expandir sua rede para 25 a 30 destinos até 2028, o que deve consolidar a empresa como um novo modal relevante na mobilidade internacional europeia.