Variedades

Parece couro de porco, mas é alga: brasileiro relata experiência com prato típico no Chile

Segundo ele, o prato é comum em diversas regiões e geralmente servido como acompanhamento das refeições principais

Márcio Ribeiro, de Peruíbe para o Diário do Litoral

Publicado em 26/03/2026 às 15:44

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A alga, que pode ser encontrada facilmente em mercados e feiras no sul do Chile / Rodrigo Nascimento/Divulgação

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Você sabia que, no Chile, existe um refogado de algas muito apreciado pela população local? O prato é feito com a Cochayuyo, uma alga castanha (Durvillaea antarctica) comestível e rica em iodo, que habita as águas subantárticas do Chile, da Nova Zelândia e do Atlântico Sul.

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Quem foi até lá conferir essa iguaria de perto foi o brasileiro de Peruíbe, Rodrigo Nascimento, psicanalista, que viaja pelo país como voluntário em um hostel. Segundo ele, o prato é comum em diversas regiões e geralmente servido como acompanhamento das refeições principais.

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“Eles pegam essa alga e a deixam secar por três dias, sem luz, antes de vender no comércio. Eu mesmo acompanhei a coleta e o preparo”, conta Rodrigo. A alga, que pode ser encontrada facilmente em mercados e feiras no sul do Chile, tem aparência e textura que lembram couro de porco, mas com um sabor neutro, similar ao da gelatina incolor.

Modo de preparo

Para preparar a receita, são necessários ao menos 200g de Cochayuyo, além de vegetais de sua preferência, como abobrinha, tomate, cebola, alho, pimentão, cenoura ou brócolis. Para engrossar o molho, utiliza-se uma colher de sopa de amido de milho - ou chuño, como é chamado no Chile - misturado a meio copo de água e meio copo de shoyu.

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As algas devem ser fervidas por cerca de 30 minutos ou até ficarem macias. Enquanto isso, cortam-se os demais vegetais. Caso utilize ingredientes que precisem de cozimento, como cenoura ou couve-flor, estes podem ser cozinhados junto com a própria alga.

Após escorrer a água, corte o cochayuyo em fatias e faça o refogado com alho, pimentão e cebola. Em seguida, adicione a alga picada, os vegetais cozidos e a mistura de amido com shoyu, mexendo bem até o molho encorpar. O prato pode ser servido com arroz ou macarrão.

É bom? 

Para Rodrigo Nascimento, a consistência pegajosa não agradou tanto: “Tem um gosto forte de mar, mas um sabor difícil de definir. Fica meio viscoso, lembrando a textura do quiabo”.

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Apesar da impressão pessoal, o consumo da alga traz diversos benefícios à saúde. Rica em fibras e minerais, ela possui pouca gordura e é muito utilizada em dietas de emagrecimento por proporcionar grande sensação de saciedade.

A alga A Durvillaea antarctica é abundante no litoral chileno e pode atingir até 15 metros de extensão. Suas folhas têm cor castanho-esverdeada no mar, tornando-se arroxeadas após a secagem.

Recurso alimentar histórico para comunidades tradicionais, a alga segue presente na gastronomia moderna do país, sendo usada em guisados, saladas, sopas e até em marmeladas. E você, teria coragem de provar?

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